Publicidade
SÃO PAULO – O JP Morgan reuniu na última semana diversas empresas do setor de construção civil para discutir as perspectivas para o fim do ano e 2011. Mantendo a visão positiva para o segmento, os analistas do banco norte-americano revelam as principais conclusões retiradas do encontro.
Logo de cara, Adrian Huerta e Marcelo Motta revelam sua confiança nas perspectivas das empresas do setor, baseados nas projeções saudáveis de crescimento e na continuação de fortes margens a despeito dos maiores custos. Eles colocam a PDG (PDGR3), a Gafisa (GFSA3) e a MRV (MRVE3) como suas top picks.
“De acordo com as companhias, a demanda continua forte em todos os segmentos apesar da esperada contração de 5% a 10% nas pré-vendas no terceiro trimestre, por conta do impacto negativo da Copa do Mundo e das férias, e da concentração dos lançamentos em setembro”, apontam Huerta e Motta.
Para 2011, ainda que falte um guidance preciso de parte das empresas, todas parecem esperar um crescimento entre 15% e 20% nos lançamentos. Contudo, este patamar elevado de crescimento não deverá se traduzir em problemas para o setor, que mostrou confiança na manutenção de taxas positivas de retorno.
Bolha
Crescimento em alta com aceleração no ritmo de lançamentos e avanço dos preços. Esta parece ser a receita perfeita para um bolha de valorização no mercado imobiliário nacional. Seria este o caso?
A resposta, até aqui, é negativa, apontam Huerta e Motta. “A alta dos preços está em linha com o crescimento nos preços de terrenos, custos e maior acessibilidade. Apesar dos maiores preços, companhias não estão vendo sinais de bolhas e investidores estão comprando apartamentos para viver ou alugar, não para negociar”, argumentam os analistas.
Continua depois da publicidade
Shopping Centers
Dentro do segmento específico dos shopping centers, o otimismo também é mantido. “Companhias estão confiantes que a demanda irá continuar forte pelos próximos dois anos e todas as empresas têm planos de expansão e projetos de construção”.
No momento atual, as empresa se mostram mais inclinadas aos projetos de expansão do que de construção, por conta do consenso de que os retornos são maiores e os riscos mais manejáveis. “A maioria dos projetos de construção tem espaço para expansão”.