Itaú BBA vê “ponto de inflexão” para lucros após temporada de balanços do 3º tri e destaca 8 ações com revisão positiva

Dentre os nomes recomendados pela equipe de análise do Itaú, 6 são considerados com estimativas "acima do consenso" pelo BBA para 2024

Camille Bocanegra

(Shutterstock)

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Após a temporada do terceiro trimestre de resultados de 2023 (3T23), o Itaú BBA revisitou suas escolhas e realizou um balanço dos números apresentados pelas companhias no período.

“À primeira vista, as tendências para a temporada de ganhos do 3T23 foram semelhantes às dos trimestres anteriores, com uma contração respectiva do lucro líquido e Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] de 21% e 11% na comparação anual”, aponta o relatório.

Em segunda análise, no entanto, o banco destacou que, observando as tendência setoriais e as revisões recentes de ganhos, é possível considerar que o momento atual tenha apresentado o “ponto de inflexão” aguardado pelos investidores.

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A virada presente nas empresas domésticas seria ainda mais consolidada com o crescimento de ganhos no ano que vem, também olhando para a última temporada.

“Em nosso universo de cobertura, 59% das empresas relataram crescimento na comparação anual no lucro líquido, impulsionado por financeiras e empresas domésticas (82% e 60% das empresas, respectivamente), enquanto dois terços das empresas de commodities mostraram uma contração”, considera.

Para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), o desempenho foi ainda melhor, com 76% relatando expansão. Na análise setorial, 9 de 16 setores demonstraram avanço no lucro líquido e 10 de 14 setores (financeiras foram excluídas da consideração) ampliaram o Ebitda.

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Para 2024, a melhoria nas tendências de revisão de lucros de curto prazo é liderada por nomes de empresas domésticas e ligadas a commodities.

“Ao entrar em 2024, esperamos que o crescimento dos lucros do índice consolidado seja impulsionado pelos setores financeiro e doméstico, enquanto as commodities deverão ter crescimento mais tímido. Neste contexto, os números de consenso implicam em crescimento de 13% no lucro do Ibovespa para 2024”, aponta a equipe de estratégia do BBA.

Nomes para 2024

Além disso, após a temporada, oito papéis passaram por revisão positiva no universo de cobertura do BBA. Dentre os nomes destacados pela análise, estão o Nubank (ROXO34), escolha principal da equipe de bancos e finanças do BBA, com estimativas acima do consenso e considerado o nome de momentum para o setor.

Já a Vale (VALE3) e a Suzano (SUZB3) são as escolhas principais da equipe de Recursos Naturais do banco.

Além disso, Equatorial (EQTL3) se apresenta como principal escolha da equipe de utilities. O nome negocia com TIR (taxa interna de retorno) real de dois dígitos, considerado muito atrativo pelo BBA. PRIO ([ativo=PRIO3) e Eletrobras ([ativo=ELET3];ELET6) passaram também por revisão positiva no portfólio.

“Também destacamos Mercado Livre (MELI34) e Hapvida (HAPV3), que foram amplamente discutidas durante as nossas conversas na semana passada e aparecem entre as principais revisões de lucro líquido”, comenta a análise.

O relatório apresenta ações que estima acima do consenso, seja no lucro por ação ou no Ebitda. As principais são Banco do Brasil ([ativo=BBSA3]), B3 (B3SA3), Lojas Renner (LREN3), Vibra (VBBR3), Sabesp ([ativo=SPSB3]) e Nubank, porque também figuram no portfólio de ações recomendadas pelo BBA.

No caso de Nubank e Banco do Brasil, o banco estima o lucro por ação 22% superior ao consenso para o banco digital e 4% acima do consenso para Banco do Brasil. No setor imobiliário, os destaques são para Cyrela (CYRE3) com lucro líquido estimado 7% maior que o consenso e Direcional (DIRR3), com Ebitda 4% superior ao projetado pelo mercado.

No setor de saúde, Hapvida é considerado com potencial de lucro líquido 11% superior ao estimado pelo consenso, enquanto Fleury (FLRY3) apresenta projeção do BBA 15% maior para seu Ebitda.

“A melhoria nas tendências de revisão de ganhos a curto prazo, liderada por nomes domésticos e seguida por commodities, coincide com nossa atual posição overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) em cíclicos de qualidade e proxies de títulos. Para 2024, esperamos que o crescimento dos ganhos no índice consolidado seja impulsionado por financeiras e empresas domésticas, enquanto as commodities provavelmente ficarão para trás”, considera a análise.