Dados enviados à Susep

IRB Brasil (IRBR3) registra lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio de 2021; ações sobem

A resseguradora havia apresentado um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões

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Fachada do IRB
Fachada do IRB (Divulgação)

SÃO PAULO – O IRB Brasil (IRBR3) divulgou nesta quarta-feira (21) seu resultado de maio de 2021, que foi também enviado à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

A companhia registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões.

De acordo com a companhia, ao excluir efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o lucro líquido em maio de 2021 seria de R$ 51,4 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021 a companhia teria um lucro líquido de R$ 92,9 milhões neste mesmo conceito.

Com isso, as ações registram ganhos na B3. Às 11h22 (horário de Brasília), os ativos subiam 18,08%, a R$ 4,18.

Segundo o Credit Suisse, os dados foram positivos e se comparam favoravelmente a abril, quando o IRB registrou prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões, principalmente devido a uma melhora da sinistralidade.

Os resultado antes dos impostos foram de R$ 10,8 milhões, uma melhora em relação a maio de 2020, que apresentou
resultado negativo de R$ 327,9 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 21,9 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 500,0 milhões no mesmo período de 2020.

O prêmio emitido de R$ 585,9 milhões em maio apresentou queda de 26,1% em relação a maio de 2020, sendo R$ 388,2
milhões no Brasil e R$ 197,7 milhões no exterior. O prêmio emitido no Brasil cresceu 33% em relação a maio de 2020, sendo compensado pela redução de 60,6% no exterior.

Já nos cinco primeiros meses de 2021, o prêmio emitido de R$ 3,3023 bilhões apresentou redução de 7,8%, em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 1,7973 bilhão no Brasil (alta de 19,2%) e R$ 1,505 bilhão no exterior (queda de 27,5%).

“A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia”, afirmou.

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Já o prêmio ganho foi de R$ 498,1 milhões, uma redução de 9,0% em relação a maio de 2020. Já nos cinco primeiros
meses de 2021, o prêmio ganho foi de R$ 2,5202 bilhões, um decréscimo de 3,2% em relação ao mesmo período de 2020, também por conta da estratégia de re-underwriting.

O índice de sinistralidade foi de 73,2% em maio de 2021, uma melhora em comparação ao índice de sinistralidade de
126,7% registrado em maio de 2020. A despesa de sinistro em maio de 2021 foi de R$ 364,4 milhões, 47,4% inferior em relação a maio de 2020 (de R$ 693,0 milhões).

Nos cinco primeiros meses de 2021, o índice de sinistralidade foi de 75,1%, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 1,8924 bilhão. Já nos cinco primeiros meses de 2020, o índice de sinistralidade foi de 96,1% ou R$ 2,5012 bilhões.

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