IPCA: gasto maior com transportes pressiona bolso do consumidor

Itens como tarifas de ônibus urbanos e combustíveis registraram aumentos de 3,90% e 2,08% no primeiro mês do ano

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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma taxa de 0,75% em janeiro, 0,38 ponto percentual acima da registrada no mês anterior, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (5).

Os principais itens que pesaram mais no bolso dos consumidores foram aqueles relacionados ao transporte, como as tarifas de ônibus urbanos, que aumentaram 3,90%, o maior impacto individual do mês, e os combustíveis, com alta de 2,08%. No primeiro caso, o item contribuiu com 0,14 ponto percentual no índice, e ambos elevaram os preços no grupo Transportes (0,78% para 1,45%).

A variação de 3,90% dos ônibus foi significamente influenciada pelo resultado de 14,35% de São Paulo, reflexo do reajuste de 17,40% no valor das tarifas. Salvador (1,82%) também contribuiu para o resultado.

Em 12 meses, o IPCA está em 4,59%, acima da taxa de 4,31% registrada nos 12 meses imediatamente anteriores.

Outros grupos
Na passagem de dezembro para janeiro, os grupos Artigos de Residência (0,51% para 0,41%), e Vestuário (0,76% para 0,31%) registraram quedas em seus índices.

Entre os grupos que apresentaram altas em suas taxas, além de Transportes, Alimentação e Bebidas também teve destaque, com o seu índice passando de 0,24% para 1,13%. A alta foi provocada principalmente pela ocorrência das chuvas que vêm afetando de forma negativa as lavouras de importantes pólos produtores. Produtos como cenoura e batata inglesa, por exemplo, ficaram 12,21% e 10,80% mais caros, respectivamente.

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Nos grupos Habitação (0,17% para 0,27%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,36%), Despesas Pessoais (0,46% para 0,78%) , Educação (0,10% para 0,26%) e Comunicação (-0,11% para 0,00%) também foram apuradas altas no primeiro mês de 2010.

Regiões
Entre os índices regionais, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram os maiores resultados de janeiro, ficando em 1% cada. Nas cidades, as principais influências vieram dos alimentos e dos ônibus urbanos, nesta ordem. Já as menores taxas foram registradas em Recife (0,20%) e Brasília (0,23%).