IPCA: gasto maior com alimentos pressiona bolso do consumidor

Itens como batata inglesa e cebola registraram aumentos de 26,06% e 11,43% no penúltimo mês do ano

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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma taxa de 0,41% em novembro, 0,13 ponto percentual acima da registrada no mês anterior, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9).

Os principais itens que pesaram mais no bolso dos consumidores foram aqueles relacionados à alimentação, como batata inglesa, que aumentou 26,06%, e cebola, com alta de 11,43%. No primeiro caso, o item contribuiu com 0,06 ponto percentual no índice, e ambos elevaram os preços no grupo Alimentação e Bebidas (-0,09% para 0,58%).

Por locais, a região metropolitana do Recife chegou a registrar um aumento de 1,25% nos preços dos alimentos, enquanto Curitiba teve queda nos preços do grupo, de -0,07%.

No acumulado do ano, o IPCA está em 3,93%, abaixo da taxa de 5,61% registrada entre os meses de janeiro e novembro do ano passado. Já nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%, um pouco acima do que o apurado nos 12 meses imediatamente anteriores (4,17%).

Outros grupos

Na passagem de outubro para novembro, os grupos Habitação (0,28% para 0,19%), Vestuário (0,64% para 0,58%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,30% para 0,24%), Educação (0,04% para 0,01%) e Comunicação (0,91% para 0,01%) registraram quedas em seus índices.

Entre os grupos que apresentaram altas em suas taxas, além de Alimentação e Bebidas, Transportes também teve destaque, com o seu índice passando de 0,51% para 0,61%. A alta foi provocada principalmente pelos combustíveis (1,12%), passagens aéreas (18,03%) e seguro voluntário de veículos (3,59%).

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No grupo Despesas Pessoais (0,20% para 0,55%), a influência foi exercida pelos serviços de cabeleireiro, que ficaram 1,92% mais caros no penúltimo mês de 2009.

O grupo Artigos de Residência (0,38% para 0,43%) registrou alta devido ao item mobiliário, que subiu de 0,47% para 1,05% em um mês.

Regiões

Entre os índices regionais, Brasília apresentou o maior resultado no penúltimo mês do ano, ficando em 0,70%. Na cidade, as principais influências vieram do artigos de vestuário (2,05%) e combustíveis (2%). Já as menores taxas foram registradas em Salvador (0,19%) e Rio de Janeiro (0,33%).