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SÃO PAULO – Os gastos dos consumidores brasileiros com gás e combustíveis registram alta em outubro, e pressionaram o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15). Segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (23), o índice ficou em 0,18%, próximo ao registrado em setembro (0,19%), mas o botijão de gás, por exemplo, registrou alta de 2,94%, contribuindo com 0,04 ponto percentual no IPCA-15.
O preço do gás chegou a aumentar 5,60% em Goiânia e 5,96% em São Paulo, cidades que registraram as maiores altas. Mas além desse item, a taxa de água e esgoto também encareceu (1,11%) no mês, influenciando o comportamento do grupo Habitação, cuja taxa ficou em 0,47%.
Combustíveis mais caros
Também registraram aumento nos preços o álcool combustível e a gasolina, que ficaram 6,35% e 0,42% mais caros. De acordo com o IBGE, a alta no primeiro produto influenciou o encarecimento do segundo, já que a gasolina leva álcool em sua composição.
No caso do combustível derivado da cana de açúcar, o maior aumento foi registrado em São Paulo (10,19%), enquanto no derivado do petróleo, Curitiba registrou o maior encarecimento, de 1,20%.
Deflação em alimentos
Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,25%, influenciado principalmente pelo comportamento de leite (-7,29%), produto responsável pela mais baixa contribuição no índice geral: -0,08 ponto percentual. Também ficaram mais baratos o tomate (-14,86%), a cenoura (-13,97%), o feijão carioca (-5,05%) e ovos (-3,35%).
Entre as regiões analisadas, os maiores índices foram registrados em Curitiba (0,38%) e Rio de Janeiro (0,36%), enquanto Salvador (-0,19%) e Goiânia (-0,10%) registraram deflação.