Publicidade
SÃO PAULO – O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) de 7 de outubro apresentou acréscimo na variação do índice em seis das sete capitais pesquisadas no fechamento de setembro. Em quatro capitais houve queda de preços, mesmo com aumento na variação do índice. A principal pressão inflacionária em São Paulo e no Rio de Janeiro partiu do grupo dos alimentos.
Resultados regionais
A única capital em que houve redução da variação foi Brasília, passando de -0,15% para -0,17%. O maior aumento de variação ocorreu no Rio de Janeiro: de -0,22% para 0,18% em 7 de outubro. A tabela abaixo mostra as variações regionais do IPC-S.
| Município | 30/09 | 7/10 |
| Belo Horizonte | 0,20% | 0,26% |
| Brasília | -0,15% | -0,17% |
| Porto Alegre | -0,19% | -0,13% |
| Recife | -0,43% | -0,21% |
| Rio de Janeiro | -0,22% | 0,18% |
| Salvador | -0,59% | -0,32% |
| São Paulo | 0,10% | 0,35% |
| IPC-S | -0,09% | 0,16% |
Fonte: FGV
Alimentos no eixo Rio-São Paulo
Nas principais capitais do Sudeste o aumento da taxa de variação deveu-se principalmente ao grupo dos alimentos. Em São Paulo, a variação registrada foi de 0,35%, 0,25 ponto percentual acima do divulgado na quarta semana de setembro (0,10%). No Rio de Janeiro o resultado apresentou um aumento de 0,40 ponto percentual em relação ao anterior.
A variação do grupo alimentação na cidade de São Paulo foi de 0,65 ponto percentual, de -0,54% para 0,11%. Os itens que mais influenciaram o movimento foram hortaliças e legumes (-4,94% para -2,96%), frutas (5,69% para 7,78%) e laticínios (-4,64% para -3,69%).
Já na capital fluminense, o índice para o grupo alimentação apresentou variação de -0,17% (contra -1,38% na semana anterior). Os principais itens responsáveis pelo acréscimo foram o limão (67,25%) e a carne moída (4,60%).
Continua depois da publicidade
Outros destaques
São Paulo também registrou alta para mais três classes de despesas: habitação (de 0,56% para 0,71%), educação, leitura e recreação (0,10% para 0,21%) e transportes (0,10% para 0,17%). A principal contribuição para a alta no grupo habitação partiu da taxa de água e esgoto (3,44% para 4,64%).
Com queda na variação do índice em São Paulo estão os grupos vestuário (0,17% para 0,16%), saúde e cuidados pessoais (0,05% para -0,03%) e despesas diversas (1,45% para 1,18%).
O grupo de vestuário, no Rio de Janeiro, apresentou, juntamente com o grupo dos alimentos, acréscimo na taxa de variação, que passou de 0,76% para 1,30%. Outras pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos despesas diversas (0,79%), saúde e cuidados pessoais (0,52%) e transportes (0,29%).
Continua depois da publicidade
As quedas foram observadas para as taxas de variação dos grupos educação, leitura e recreação (0,08%), habitação (0,08%) e alimentação (-0,17%).