Investimentos: anúncio da Selic reflete na performance dos fundos DI e Renda Fixa

Como carteiras desses fundos são em boa parte compostas por títulos públicos, mudanças na Selic afetam rentabilidade

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SÃO PAULO – Para muitos brasileiros o anúncio da Selic parece não influenciar em nada as suas vidas, contudo, é importante ressaltar que essa taxa tem grande importância no cotidiano das pessoas, em especial, quando o assunto é investimento.

Rentabilidade atrelada à taxa Selic

Essa importância é maior para aqueles que possuem aplicações em fundos de investimentos, como DI e Renda Fixa. Isso porque boa parte dos recursos desses fundos é aplicada em títulos públicos, muitos dos quais têm sua rentabilidade atrelada à taxa Selic.

De acordo com as regras do Banco Central, os fundos DI devem ser compostos majoritariamente por títulos pós-fixados, visto que 95% da carteira devem ser investidos em papéis pós-fixados, sendo que 80% da composição do fundo devem ser em papéis de excelente qualidade de crédito.

Por sua vez, os fundos Renda Fixa podem ser compostos tanto por títulos pré como pós-fixados, o que depende da estratégia de cada investidor. A principal regra que existe determina, porém, que 51% do patrimônio da carteira sejam formados por títulos de renda fixa.

Diferenças

No caso dos fundos DI, a rentabilidade deles é flutuante, ou seja, com retorno baseado na Selic, acrescida de uma taxa média. Essa taxa média é determinada no momento de negociação do título pós-fixado, como por exemplo, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), e varia de acordo com a situação e as perspectivas da economia local.

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Já o retorno dos fundos Renda Fixa é mais volátil, pois as variações nas taxas de juros afetam de forma mais significativa o preço dos papéis, trazendo maior volatilidade em situações de alterações nos juros.

Se as expectativas do mercado apontam para redução dos juros, as taxas desses títulos irão começar a recuar, em contrapartida, os preços dos mesmos subirão, e vice-versa, visto que existe uma relação inversamente proporcional entre preço e taxa do titulo.

Dessa forma, mudanças na forma de condução da política econômica por parte do governo, tal como reduções abruptas da Selic, refletem nos rendimentos desses fundos. Os fundos DI, em geral, são bem mais conservadores do que os de Renda Fixa, e por isso, são indicados para cenários de alta dos juros.

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Por outro lado, os fundos Renda Fixa dependem também da atuação do Copom (Comitê de Política Monetária) em relação à política monetária, visto que o retorno dos títulos pré-fixados depende da valorização dos títulos públicos e se a política adotada será mais conservadora ou agressiva.

Ganho do DI supera retorno do Renda Fixa

De acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) do último dia 14 de julho, os fundos referenciado DI acumulam valorização média de 13,56% no ano, frente ao retorno positivo médio de 13,02% dos fundos Renda Fixa Tradicional.

Nesse sentido, a decisão da Selic tem uma influência direta nos rendimentos dos fundos de investimento e a perspectiva quanto à taxa Selic pode determinar qual fundo renderá mais num determinado período.

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Finalmente, vale destacar que a decisão sobre qual será a melhor alternativa de investimento depende do perfil e das expectativas de cada investidor. Projeções otimistas ou pessimistas em relação ao cenário econômico nos próximos seis meses devem ser levadas em consideração no momento de escolher entre aplicar num fundo DI ou Renda Fixa.