Venture capital

Investimento de risco em criptos chegou ao pico e deve desacelerar, aponta Morgan Stanley

Segundo o banco, o volume de investimentos de venture capital no setor deve cair 50% até o fim deste ano

Por  CoinDesk -

O ritmo de aportes de fundos de venture capital em empresas de criptomoedas deve cair, seguindo a tendência de outras categorias de investimentos de risco, afirma o Morgan Stanley em relatório publicado nesta terça-feira (31). Segundo o banco de investimentos, companhias do setor cripto levantaram US$ 30 bilhões no ano passado, em movimento que permaneceu elevado apesar da queda recente dos mercados de cripto.

Segundo o Morgan Stanley, no entanto, o pico do número de investimentos em criptomoedas de venture capital ocorreu em dezembro. Para o banco, se a indústria de criptos se igualar a outros setores, o nível de investimentos pode cair 50% até o fim do ano.

Ainda de acordo com o relatório, uma desaceleração nos aportes é esperada após “a atividade em oito dos mais importantes mercados líderes de VC cair 50% do pico nos últimos 12 meses; piorando o desempenho de alguns dos maiores investidores em tecnologia e criptomoedas que estão priorizando manter investimentos já existentes do que fazer novas alocações; e a saída de ‘capital turista’, enquanto investimentos em tokens e ações se tornam mais desafiadores durante a tendência de queda do mercado cripto — similar à que ocorreu entre 2018 e 2019”.

Venture capital é um tipo de investimento de private equity no qual o financiamento é concedido a startups e pequenas empresas com grande potencial de crescimento.

Segundo a nota do Morgan Stanley, a liquidez abundante do dólar americano e o aumento dos preços de criptomoedas incentivaram o investimento recorde no setor no ano passado, com mais de 1.800 acordos fechados. O número representou um aumento de 160% em relação à média dos anos anteriores. O investimento em criptomoedas foi responsável por 7% de todo o investimento global de venture capital no período.

O banco ainda apontou que, no início de 2020, a maioria dos investimentos era feita em infraestrutura e serviços financeiros de criptomoedas. Do final de 2020 a meados de 2021, os aplicativos de finanças descentralizadas (DeFi) foram favorecidos. Já no fim de 2021 e começo de 2022, os maiores investimentos foram em tokens não fungíveis (NFTs) e empresas de jogos.

DeFi é um termo geral usado para o empréstimo, trading e outras atividades financeiras que ocorrem em uma blockchain, sem os intermediários tradicionais. NFTs são ativos digitais em uma blockchain que representam a posse de itens virtuais ou físicos e podem ser vendidos ou negociados.

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