Publicidade
SÃO PAULO – Um dos itens que podem mudar o valor da sua viagem de intercâmbio é a acomodação. Dependendo da escolha, ela fica mais de duas vezes mais cara do que você imagina. Mas, antes mesmo de pensar no seu bolso, é preciso analisar qual o seu perfil e o objetivo da viagem, para fazer a melhor escolha.
Para quem vai fazer o colegial no exterior, chamado de high school, existem duas opções: casa de família (homestay) ou acomodação na escola (boarding school). “No Brasil nós não temos essa cultura, mas o estrangeiro costuma ficar na escola para estudar. O boarding school é para quem quer compartilhar a vida com outros jovens e ter uma vida bem regrada. O banheiro é coletivo e tem pessoas de várias culturas”, afirmou a gerente de comunicação da STB, Cláudia Martins.
Na casa de família, por sua vez, o jovem tem um contato maior com a cultura local e não tem tanta independência e liberdade quando na acomodação da escola, uma vez que vive com pessoas que são responsáveis por ele. Tanto pelos custos quanto pela segurança, muitos pais acabam optando por esse tipo de estadia.
Quanto custa cada uma delas?
É importante ressaltar que a acomodação na escola só existe em instituições particulares. Um programa da STB nos Estados Unidos custa a partir de US$ 9.850 em casa de família, válido para um semestre, com início em janeiro de 2009, sem incluir seguro e taxas. Nas mesmas condições, a viagem para o boarding school passa a US$ 13.750.
Para os adultos
No caso de adultos que vão para um curso no exterior, existem diversas opções de hospedagem, sendo que a casa de família continua sendo a mais barata e os hotéis, a mais cara. “Mas, se você comparar o homestay em Londres e um hotel em uma cidade pequena, a diferença pode ser pequena”, afirmou a gerente de produtos da CI, Luiza Vianna, reforçando a idéia de que as noções de preços mudam de acordo com a localidade.
Segundo ela explicou, todas as acomodações têm seus pontos positivos e negativos. Veja abaixo:
Continua depois da publicidade
- Casa de família: A vantagem é o contato com a família local, conhecer a cultura e a forma como ela vive. Em relação ao custo, é a melhor opção e por isso é muito procurada. O estudante já consegue fechar pacote com café-da-manhã e jantar. O ponto negativo é que pode ser distante da escola em que vai fazer o curso de idiomas. Em cidades grandes, isso facilmente acontece. Além disso, tem de seguir as regras da casa.
- Residência estudantil: Os pontos positivos são proximidade com a escola, flexibilidade e independência. No entanto, não aceita menores de 18 anos de idade e não é indicado para pessoas acima de 25 anos, apenas para aquelas que estão acostumadas com uma vida noturna mais agitada, uma vez que os estudantes dormem tarde. As refeições, em alguns casos, não são incluídas e poucas oferecem banheiro privativo.
- Apartamento estudantil: São vários quartos e as pessoas dividem as áreas comuns (cozinha, sala e banheiros). Normalmente, não tem refeição incluída e, por isso, a pessoa deve estar disposta a cozinhar ou a gastar mais para comer fora de casa. Esta escolha deve ser feita por quem quer liberdade e está disposto a gastar mais com comida e com transporte;
- Campus universitário Esta opção é mais limitada para quem vai a cidades universitárias. Fantástica alternativa para quem quer experimentar a vida de faculdade. A estrutura é muito boa e pode ser usada pelo intercambista (academias, laboratórios). A outra vantagem é que a pessoa economiza com transporte, já que vai morar onde estuda. Um ponto negativo é a acomodação muito simples. Os banheiros, na maior parte das vezes, são comunitários. Tem ala feminina e masculina e dificilmente o quarto é individual.
- Hotéis, flats e estúdios: O ponto negativo é o custo. Por isso, a opção é mais adotada por executivos que querem fazer um curso de curta duração. As agências de intercâmbio evitam usar a palavra flat porque no exterior eles têm um perfil diferente daqueles encontrados no Brasil: são muito mais simples lá fora. É indicado para quem quer ter mais luxo.
Confira os valores
Para que você tenha uma noção de preço, saiba que um curso em Nova York (EUA) na escola Kaplan Aspect/Empire States, por duas semanas, com 28 refeições, em casa de família com quarto individual, fica a partir de US$ 1.110 (somente a parte terrestre da STB).
Quando o intercambista escolhe morar em residência estudantil com quarto individual, por duas semanas na mesma escola, sem refeições, o valor sai a partir de US$ 1.430 (parte terrestre STB). O mesmo curso, pelo mesmo período, em apartamento equipado sem refeições, parte de US$ 3.200 (parte terrestre STB). Os números mostram que, dependendo da acomodação, os valores podem mais do que dobrar: de US$ 1.100 a US$ 3.200 (+188%).
A mesma apuração foi feita para uma viagem a Londres, por duas semanas no Eurocenters, cujos valores ficaram da seguinte maneira: US$ 1.623 em casa de família (parte terrestre, quarto individual, meia pensão), US$ 1.833 em residência estudantil (parte terrestre, quarto individual, sem refeições), e US$ 3.530 em apartamento (parte terrestre, sem refeições). Neste caso, o preço do intercâmbio também mais do que dobra (+117,50%).
Continua depois da publicidade
Na CI, um curso de duas semanas na Saint Giles, em Londres, com acomodação em casa de família (meia pensão, quarto individual e taxa de matrícula) fica em US$ 1.455,60, somente a parte terrestre. O mesmo programa em hotel (café-da-manhã e taxa de matrícula) fica em US$ 2.448,06 (+69,35%).
Em São Francisco, o curso de duas semanas na mesma escola sai por US$ 1.239, somente a parte terrestre, com acomodação em casa de família (quarto individual, meia pensão e taxa de matrícula). Com acomodação em hotel, o valor sobe para US$ 1.891 (+52,62%).
Lembrando que, no momento do intercâmbio, é preciso colocar todas as despesas na ponta do lápis, afinal, um hotel mais caro pode estar mais perto da escola de curso de idiomas, o que gera menos gastos com transportes.