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SÃO PAULO – Segundo André Franco Montoro Filho, presidente executivo do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), os perigos e os prejuízos resultantes de medicamentos ilegais são de dimensões incalculáveis. Para ele, remédios fabricados sem o devido controle, além de matar podem atrasar e encarecer os custos de tratamento.
O Sistema de Rastreamento de Remédios, que deve estar ativo em 2009, garantirá a rastreabilidade do produto desde sua fabricação até a comercialização do produto. Com isso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) espera coibir a falsificação e o roubo de cargas de medicamentos, entre outras coisas.
De acordo com cálculos da agência, o sistema deve acarretar para o consumidor final um aumento de apenas cinco centavos nos preços dos medicamentos.
Informalidade
Para Montoro Filho, a informalidade, além de reduzir a capacidade de investimento do governo, provoca concorrência desleal entre as empresas e prejudicam o crescimento econômico. “O sucesso das atividades produtivas e o crescimento econômico dependem de instituições, normas, usos e costumes que forneçam estímulos adequados, criando um bom ambiente de negócios”, diz.
Um estudo sobre informalidade no setor farmacêutico encomendado pela Câmara setorial de medicamentos do Etco à Mckinsey, em 2005, mostrou que 23% dos impostos devidos são sonegados, 40% da mão -de-obra no setor é informal e 27% das vendas de medicamentos são feitas por meio da troca ilegal de produtos.