Inflação dos alimentos volta a desacelerar em outubro

De acordo com o IBGE, prévia do IPCA mostra que o índice oficial do mês virá com novas quedas de preço no leite e seus derivados

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SÃO PAULO – A inflação oficial de outubro deve vir desacelerada por um menor ritmo de alta no preço dos alimentos. Conforme o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), houve, assim como registrado entre agosto e setembro, desaceleração no encarecimento desse grupo, fazendo que a taxa passasse de 0,87% para 0,54%.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (24) pelo IBGE, o principal norteador do resultado foi, mais uma vez, leites e derivados. Ao considerar os preços do litro do leite pasteurizado isoladamente, houve queda de 10,20% em relação a setembro. No ano, o produto ainda acumula alta de 36,94%.

Outros destaques

Também foram destacados açúcar refinado (-3,11%), café moído (-1,29%) e ovos (-0,57%). Outros produtos mostraram desaceleração na valorização, na passagem entre os dois meses: carnes (de 1,46% para 0,93%) e arroz (de 3,23% para 3,02%).

Porém, o grupo Alimentação não ficou apenas em tendência de queda. Alguns itens ficaram mais caros, como é o caso do feijão preto (de 4,76% para 9,09%), do feijão carioca (de 5,25% para 8,41%) e da farinha de trigo (de 1,36% para 2,70%).

Frutas também passaram a pesar mais: a variação passou de 0,09% em setembro para 8,78%, em outubro, constituindo o subgrupo de maior contribuição no IPCA-15 do mês.

A pesquisa

O IPCA-15 refere-se a preços coletados no período de 12 de setembro a 11 de outubro, comparando-os com aqueles coletados entre 14 de agosto a 11 de setembro. Por isso, é caracterizado como prévia da inflação oficial, o IPCA.

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São analisados os preços empregados a famílias com rendimento mensal entre um e 40 salários mínimos.