Inflação dispara em São Paulo e atinge 2,65% em novembro

IPC é pressionado pela alta do dólar e dos combustíveis; resultado supera expectativas do mercado e da própria Fipe

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SÃO PAULO – A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP divulgou, na manhã desta quarta-feira, a variação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de novembro. Nesse período, o IPC registrou inflação de 2,65%, acima dos 1,28% contabilizados no mês de outubro.
As projeções contidas no relatório Focus do Banco Central, de cem analistas de mercado, indicavam inflação próxima de 2,41% em novembro e de 8,73% até o final do ano. Já a Fipe havia revisado suas projeções para a inflação de novembro de 1,80% para 2,50%. Desta forma, o resultado ficou acima das expectativas contidas no relatório Focus e da própria Fipe.

Alta do dólar e reajuste dos combustíveis pressionam IPC

No mês novembro, o IPC foi novamente pressionado pela expressiva alta dos preços que compõem os ítens alimentação e habitação. Nesse sentido, o reajuste médio dos preços relativos à alimentação atingiu 6,27%, pressionado pela valorização do dólar frente ao real, colaborando com 1,393 ponto percentual do índice, enquanto os preços do item habitação registraram alta de 1,04%, acrescentando 0,341 ponto percentual do IPC.
Já os produtos que compõem o item transportes registraram inflação média de 3,77% e contribuíram com 0,595 ponto percentual do IPC, refletindo o aumento dos combustíveis autorizado pela Petrobras. No último dia 1º de novembro, a estatal divulgou que o preço do litro de gasolina aumentaria em 12,09% nas refinarias, enquanto o diesel subiria 20,50% e o gás de cozinha, 22,80%.
Apresentaram variações intermediárias os itens despesas pessoais (+1,45%), vestuário (+1,07%) e saúde (+0,71%), contribuindo com 0,177 ppt, 0,057 ppt e 0,050 ppt, respectivamente. Finalmente, os preços relativos ao item educação apresentaram elevação média de 0,38%, contribuindo com 0,015 ppt.
IPC é divulgado semanalmente

O IPC é divulgado semanalmente pela FIPE. A pesquisa de preços é feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham entre 1 e 20 salários mínimos. A cada divulgação, a semana a que se refere à coleta de dados substitui a primeira semana da coleta do período passado. No fim do mês é calculada a taxa referente ao mês em questão sendo comparada com a taxa do mês anterior.