Inflação de bens supera a de serviços até abril, diz Dieese

A inflação medida pelo ICV no grupo de bens subiu 3,7% e a inflação dos serviços, medida pelo mesmo índice, registrou alta de 3,2% no mesmo período

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SÃO PAULO – O aumento do preço dos bens se mostrou um pouco acima da inflação verificada nos serviços, de acordo com dados da nota técnica divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta terça-feira (10).

Segundo o Dieese , a inflação medida pelo ICV (Índice de Custo de Vida) no grupo de bens subiu 3,7% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano. Já a inflação dos serviços,  medida pelo mesmo índice, registrou alta de 3,2% no mesmo período.

Maiores taxas
Segundo o levantamento, as maiores taxas de aumento de preços no setor de serviços ocorreram no mercado concorrencial (4,1%), que incluem alimentação fora do domicílio, aluguéis, condomínio, mão de obra da construção civil, empregados domésticos, mensalidades escolares, médicos, entre outros itens.

Segundo a entidade, esse avanço pode ser atribuído, em parte, aos reajustes que ocorrem em janeiro nos preços das mensalidades escolares, nos serviços médicos, na alimentação fora do domicílio e no transporte coletivo.

Já no grupo de bens, a maior aceleração ocorreu nos preços públicos/administrados (13,9%), liderados pela alta dos combustíveis. Segundo o Dieese, essa elevação dos preços ocorreu por conta do aumento do preço do açúcar no mercado internacional (cerca de 40% no ano passado).

“Ao mesmo tempo em que crescia a demanda por carros´flex`, os produtores optaram por aumentar a produção de açúcar e reduzir a oferta interna de álcool combustível (etanol), causando pressões sobre o preço do produto”, afirma a nota.

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Últimos seis anos
Os dados do Dieese mostram que, a partir de 2005, os preços dos serviços têm se elevado mais que os preços dos bens.

Na série pesquisada entre janeiro de 2005 e abril de 2011, a inflação medida pelo ICV acumulou variação de 37,27%. Desse total, os serviços contribuíram com 42,30% e os bens com 32,50%, uma diferença de 9,8 pontos percentuais.

Dentre os serviços, as principais contribuições para o aumento dos preços vieram dos itens alimentação fora do domicílio (71,49%), tarifas de transporte coletivo (67,67%), condomínio (65,58%) e serviços domésticos (61,14%).

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No que diz respeito aos bens, os itens que apresentaram taxas de aumento mais elevadas foram diversos (68,30%) e alimentação no domicílio (48,68%).


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip