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Índices futuros dos EUA e bolsas da Europa sobem forte; indústria no Brasil, combustíveis e mais destaques do mercado hoje

Últimos dias têm sido de volatilidade, com investidores repercutindo sanções à Rússia e impacto nas commodities; balanços também agitam mercado por aqui

Por  Equipe InfoMoney -

Bolsas europeias e índices futuros americanos operam em alta na manhã desta quarta-feira (9), com a volatilidade dando o tom dos mercados. Os investidores monitorando a alta nos preços das commodities e a guerra em andamento na Ucrânia, com notícias de avanço dos corredores humanitários.  

Já os principais mercados asiáticos fecharam no vermelho, com destaque para queda da Bolsa de Shanghai.

Dados oficiais divulgados nesta quarta-feira mostraram que a inflação ao produtor da China aumentou em fevereiro, com o índice de preços ao produtor aumentando 8,8% ano a ano para aquele mês. Os dados de fevereiro se comparam com o aumento de 9,1% em janeiro, e ficaram próximos às expectativas de analistas em uma pesquisa da Reuters para um ganho de 8,7%.

Do lado das commodities, os preços do petróleo saltaram para além dos US$ 132 o barril (o tipo brent) na sessão na terça-feira, depois que os EUA proibiram as importações de petróleo russo. O Reino Unido também anunciou seus próprios planos de eliminar gradualmente sua dependência das importações de petróleo da Rússia até o final do ano. 

No entanto, a medida corre o risco de exacerbar os aumentos de preços existentes devido a preocupações com a oferta e expectativas de crescimento mais forte. O petróleo Brent de referência internacional chegou a operar acima de US$ 130 por barril na manhã de hoje na Europa, enquanto o petróleo dos EUA pairava acima de US$ 125 por barril, para depois amenizarem a alta e virarem para leves perdas. 

Empresas como McDonald’s, Coca Cola e Starbucks anunciaram que irão suspender temporariamente suas atividades na Rússia.

Na agenda econômica internacional, os investidores estão ansiosos pelos dados de compra de casas da Mortgage Bankers Association, bem como pela pesquisa de vagas de emprego e rotatividade de mão de obra, ou JOLTS.

No Brasil, a safra de balanços segue a todo vapor, com destaque para divulgação de balanço da CSN e Via, após fechamento do mercado. Já o Cade julga hoje embargos contra a venda de ativos da Oi Móvel. Em indicadores, o IBGE divulga a produção industrial do último mês de janeiro, às 9h.

Na noite de ontem, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou o congelamento dos preços dos combustíveis. Guedes se reúne com Bolsonaro, Bento Albuquerque, Ciro Nogueira e Roberto Campos Neto hoje às 11h para discutir o tema.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam nesta manhã, à medida que os investidores continuam avaliando um aumento nos preços das commodities e uma alta inflação enquanto a guerra na Ucrânia continua. 

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +1,10%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +1,18%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,31%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos nesta quarta-feira, com os mercados da China continental e Hong Kong lutando para se recuperar das perdas vistas no início da semana.

  • Shanghai SE (China), -1,13%
  • Nikkei (Japão), -0,30% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,67% 
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,09%

Europa

Os mercados europeus sobem forte nesta quarta-feira, em meio à forte volatilidade do mercado com os investidores monitorando a alta nos preços das commodities e a guerra em andamento na Ucrânia.

Investidores europeus também estão aguardando a reunião de política monetária do Banco Central Europeu amanhã (10) em busca de sinais sobre como os formuladores de políticas estão abordando a inflação e os novos desafios impostos pelo conflito na Ucrânia.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +1,69%
  • DAX (Alemanha), +3,97%
  • CAC 40 (França), +3,87%
  • FTSE MIB (Itália), +3,59%

Commodities

As cotações do petróleo viraram para leve queda após chegarem a estendem rali da véspera mais cedo, após os Estados Unidos proibirem importações russas, provocando temores de oferta.

O presidente dos EUA, Joe Biden, impôs ontem (9) uma proibição imediata ao petróleo russo e outras importações de energia e o Reino Unido disse que eliminaria gradualmente as importações de petróleo russo até o final de 2022 em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

  • Petróleo WTI, -1,01%, a US$ 122,53 o barril
  • Petróleo Brent, -0,33%, a US$ 127,56 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 3,85%, a 812,50 iuanes, o equivalente a US$ 128,63

Bitcoin

  • Bitcoin, +8,40% a US$ 42.077,71 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Às 9h da manhã (horário de Brasília) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a produção industrial do último mês de janeiro. O consenso Refinitiv de mercado aponta para uma retração de 1,9% em relação a dezembro e uma queda de 6% comparando com janeiro de 2021.

No exterior, atenção para os estoques de petróleo bruto, número que promete mexer com os preços da commodity, cujos preços têm sido impulsionados pela guerra na Ucrânia.

Brasil

9h: Produção Industrial mensal de janeiro

14h30: Fluxo cambial

EUA

9h: Pedidos de hipotecas semanal

12h: Ofertas de empregos JOLTs mensal

12h30: Estoques de petróleo bruto semanal EIA, com projeção Refinitiv de queda de 833 mil barris

3. Votação do projetos dos combustíveis

Dois projetos de lei que buscam alternativas para reduzir os preços da gasolina e do óleo diesel nas bombas estão pautados para serem votados nesta quarta-feira (9) pelo Senado Federal.

Ainda em destaque, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o relator do pacote de combustíveis no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN), para hoje às 8h30, informou a assessoria de Pacheco, segundo o Estadão. O Senado desencadeou um movimento para convencer o governo do presidente Jair Bolsonaro a não adotar nenhuma medida direta para conter o preço dos combustíveis e votar o pacote de projetos de lei pautados no plenário da Casa nesta quarta-feira.

Proposta de subsídio temporário para conter alta dos combustíveis ganha força no governo

Com a disparada do preço dos combustíveis, agravada pela invasão da Rússia à Ucrânia, o governo avançou na tarde de ontem (8) na busca de uma solução para tentar conter mais aumentos para o consumidor. A proposta mais concreta, discutida na Casa Civil, continua sendo a adoção de uma política de subsídios temporária, de curto prazo, para barrar a alta dos preços nos postos.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal Valor, a decisão final ainda não foi tomada, e haverá novas reuniões sobre o tema. O debate será levado ao presidente Jair Bolsonaro, que está preocupado com os reflexos da alta dos combustíveis na campanha à reeleição.

Ontem, Paulo Guedes disse a jornalistas, ao deixar o prédio do Ministério, que “não tem congelamento” de preços de combustíveis. “Esquece esse ‘troço'”, respondeu o ministro, que entrou no carro e logo deixou o local.

Chapa Lula-Alckmin deve ser anunciada em abril

O ex-Governador de São Paulo Geraldo Alckmin oficializará filiação ao PSB no final de março, segundo reportagem do jornal O Globo.

Já a chapa com o ex-presidente Lula deve ser anunciada no início do próximo mês.

Pacheco diz nunca ter dito ser candidato à presidência

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), disse ontem que nunca afirmou uma candidatura à presidência da República.

Pacheco informou à direção do PSD que comunicará até a próxima semana sua decisão de ser ou não pré-candidato à presidência, de acordo com reportagem do Valor.

Ele foi convidado para encabeçar a chapa presidencial do partido pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab.

4. Covid

Na última terça-feira (8), o Brasil registrou 518 mortes e 78.374 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 460, redução de 43% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 47.928, o que representa queda de 50% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 156.528.848 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 72,86% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 173.391.638 pessoas, o que representa 80,71% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 67.241.040 pessoas, ou 31,3% da população.

5. Radar Corporativo

O noticiário corporativo destaca a divulgação do balanço do quarto trimestre da CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3), Via (VIIA3), Natura (NTCO3) e Pague Menos (PGMN3), após o fechamento do mercado.

Oi (OIBR3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) julgará embargos contra a venda da Oi Móvel. No julgamento, será avaliado recurso movido pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços e Telecomunicações Competitivas (Telecomp) contra as vendas dos ativos à Tim, Vivo e Claro.

A relatora do julgamento dos embargos será a conselheira Lenisa Prado, que deu voto favorável ao negócio. A Algar Telecom também entrou com recurso contra a decisão do Cade.

Marfrig (MRFG3

A Marfrig (MRFG3) registrou um lucro líquido das operações continuadas de R$ 649,7 milhões, uma redução de 44,5% em relação ao mesmo período de 2020.

Log-In (LOGN3

A Log-In (LOGN3) reportou lucro líquido de R$ 21 milhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), cifra 84,2% inferior ao registrado em igual etapa de 2020.

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras (VULC3) reportou lucro líquido de R$ 81,2 milhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), crescimento de 48,7% em relação ao mesmo período de 2020.

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