Inadimplência dos brasileiros cresce 13,2% em outubro, aponta Serasa

Na comparação com o décimo mês de 2006, houve avanço de 10,3% e, no acumulado do ano, leve alta de 0,3%

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A taxa de inadimplência dos brasileiros cresceu 13,2% no décimo mês deste ano, na comparação com setembro, revela o “Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física” divulgado nesta quarta-feira (14). Frente ao resultado de outubro de 2006, houve alta de 10,3%.

De acordo com os técnicos da entidade, a elevação registrada na comparação mensal decorre, principalmente, do maior número de dias úteis em outubro e as primeiras ocorrências de não pagamento das compras de Dia das Crianças.

Ainda segundo a Serasa, a grande evolução do crédito – até setembro, o acúmulo foi de 24,1%,
segundo os últimos dados do Banco Central, e na relação setembro de 2007 ante setembro de 2006 houve um crescimento de 31,5% – define o maior endividamento da população, que até agora não foi acompanhado pela elevação da inadimplência, por conta da expansão da renda e do emprego, sobretudo o formal, com carteira assinada, no ano.

Acumulado do ano

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o “calote” apresentou uma leve alta de 0,3%, em relação ao mesmo período de 2006.

Mais uma vez, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: de janeiro a outubro a participação desta categoria foi de 39,5% do total de vencimentos não pagos. Em 2006, este percentual era de 32%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 30,3% de participação, pouco menos que os 32,9% dos dez primeiros meses do ano passado.

Cheque sem fundos e protestos

Os cheques sem fundos, por sua vez, ficaram em terceiro lugar na representatividade das dívidas, com 27,6% do total. De janeiro a outubro de 2006, a participação era de 32,2%.

Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja proporção no acumulado do ano foi de 2,6%, inferior ao do mesmo período de 2006 (2,9%).

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