Análise

Iguatemi (IGTI11): vendas recordes no 4º trimestre e custos controlados podem servir de impulso para as ações, apontam analistas

As vendas da administradora de shoppings superaram até mesmo o desempenho registrado antes do início da pandemia

Por  Mitchel Diniz

As ações de Iguatemi (IGTI11) registram reação modesta aos números operacionais da companhia, divulgados na noite de sexta-feira (28). Às 12h (horário de Brasília), os papéis operavam em ligeira alta de 0,15%, a R$ 19,81. Contudo, no quarto trimestre do ano passado, a companhia registrou um recorde, atingindo R$ 4,7 bilhões em vendas totais, o que os analistas veem como um possível gatilho para as ações da companhia.

O desempenho superou os níveis pré-pandemia. Comparando com o quarto trimestre de 2019, as vendas cresceram 11,8%. Levando em consideração as vendas em lojas abertas há pelo menos um ano (vendas mesmas lojas), houve um crescimento de 27,5% em relação ao quatro trimestre de 2020 e de 15% frente ao mesmo período em 2019. Os aluguéis mesmas lojas cresceram 28% em relação ao período pré-pandêmico.

O Bradesco BBI avalia que Iguatemi apresentou números operacionais positivos, impulsionados pelos fortes aluguéis mesmas lojas e uma inadimplência controlada, que diminui para 1,4% no último trimestre do ano passado. Para os analistas, as vacâncias continuaram relevantes, mas apresentam uma tendência positiva.

O banco acredita que os números devem ser um gatilho de alta para a ação de Iguatemi, levando em conta o desempenho mais fraco do papel em relação a suas concorrentes (IGTI subiu +9% no ano, até o fechamento da última sexta-feira, enquanto brMalls (BRML3) e Multiplan (MULT3) subiram 14%). Por isso, o BBI manteve classificação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 30.

O Itaú BBA também espera reação positiva das ações, vinda a partir do crescimento “robusto” das vendas mesma loja, liderado pelo segmento de vestuário, combinado com “custos de ocupação e inadimplência controlados”.

Para os analistas, essa combinação sugere que a empresa ainda tem “espaço decente para continuar eliminando descontos sem prejudicar a resistência financeira dos inquilinos”. O BBA sugere preço-alvo de R$ 21,70.

Para o Credit Suisse, os indicadores operacionais “fortes” de Iguatemi refletem “a alta qualidade de seu portfólio e o poder de barganha sobre os varejistas”. Com vendas superiores a 2019, a Iguatemi avançou com a redução de descontos, diminuindo a diferença entre seus aluguéis mesmas lojas e o IGP-M do período.

O banco mantém avaliação outperform para Iguatemi, e preço-alvo de R$ 26,60.

Destacando também o valuation atrativo, a XP também tem recomendação de compra para o ativo, com preço-alvo de R$ 28 por ação.

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