ICV do Dieese surpreende e fica em 2,92% em janeiro

Expectativa era de que inflação ficasse abaixo de 2%, maior pressão veio dos itens transportes e alimentação; em 12 meses alta é de 15,01%

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SÃO PAULO – O Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos – divulgou nesta quinta-feira, dia 6, a inflação medida pelo ICV (Índice de Custo de Vida) para o mês de janeiro. A variação de preços medida pelo ICV no mês passado acabou superando as expectativas do próprio Dieese, que previa uma inflação de no máximo 2%.

A alta de 2,92% nos preços, além de superar as expectativas do Dieese, ficou acima da variação registrada em dezembro, que foi de 2,39%, e é quase três vezes maior do que aquela registrada no mesmo período no ano passado, quando a inflação medida pelo ICV ficou em 1,06%. Com isto a variação acumulada nos últimos 12 meses subiu para 15,01%.

Transportes pressionaram ICV

A maior pressão nos preços aconteceu no item transportes, que registrou alta de 6,18% em janeiro, contribuindo com 1,0 ponto percentual (p.p) para a alta do ICV. Neste grupo, o maior aumento foi registrado nos transportes coletivos, que subiram 9,31% e contribuíram para uma alta de 0,37 ponto percentual do ICV.

Em seguida, a maior pressão no ICV ficou com o item alimentos, que subiu 2,18% no mês, e contribuiu com 0,59 p.p. para a formação do ICV. Dentre os subgrupos do item alimentação, o de indústria de alimentação foi o que mais subiu, com alta de 2,58%. Neste grupo as cinco maiores altas ficaram com: manteiga (8,48%), frios (8,07%), chocolate (7,68%), café (7,41%) e sorvete (6,8%).

Educação também subiu

A terceira maior pressão nos preços veio do item Educação e Leitura, que normalmente registra variações mais altas nesta época do ano, devido ao início do ano letivo das escolas. Assim, além da compra de material escolar, os pais em geral arcam com custos mais elevados de matrícula.

Com isso, o grupo educação registrou elevação nos preços de 7,97%, mas por ter um peso menor (7%) na composição do ICV do que o item alimentos (27%), acabou contribuindo com 0,55 p.p. Neste item o maior aumento ficou com os gastos com educação que subiram 8,31%, enquanto os gastos com leitura aumentaram 3,34%.

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Todos os demais itens que compõem o ICV também registraram alta nos preços, sendo que as maiores pressões inflacionárias foram as seguintes: saúde (+3,09% e 0,39 p.p.), habitação (+0,76% e 0,18 p.p) e equipamentos domésticos (+2,48% e 0,11 p.p.).