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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida), divulgado nesta terça-feira (12) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos), mostra que o poder de compra do paulistano caiu menos em janeiro deste ano, tomando como base o mesmo período de 2007. As variações foram de 0,88% e 0,95%, respectivamente.
“Não dá para saber como o índice vai se comportar ao longo do ano, mas, de qualquer forma, é um bom sinal. Em dezembro, a inflação foi muito alta, então esperávamos que em janeiro – que é o mês que tem maiores altas durante o ano – fosse assim também. E isso não ocorreu”, explicou a coordenadora da pesquisa, Cornélia Nogueira Porto. Em dezembro, o ICV ficou em 1,09%.
Por grupos
“Se observarmos os grupos, apenas o Alimentos foi um pouco menor”, adicionou a economista. Mesmo assim, a expectativa é que haja menor variação desses itens. “São os produtos tipos in natura que estão com maiores altas. O motivo é a sazonalidade, o que não será mantido ao longo do ano”, completou.
| Custo de vida | |||
| Grupo | Janeiro de 2007 | Janeiro de 2008 | Variação |
| Alimentação | 1,20% | 1,90% | 0,70 p.p. |
| Habitação | 0,02% | 0,21% | 0,19 p.p. |
| Equipamento doméstico | 0,24% | 0,10% | -0,10 p.p. |
| Transporte | 1,34% | 0,43% | -,91 p.p. |
| Vestuário | -0,42% | -0,55% | 0,13 p.p. |
| Educação e leitura | 4,97% | 3,42% | -1,55 p.p. |
| Saúde | 0,13% | -0,32% | -0,46 p.p. |
| Recreação | 0,43% | -0,31% | -0,74 p.p. |
| Despesas pessoais | 0,52% | 0,83% | 0,32 p.p. |
| Despesas diversas | -0,47% | 4,54% | 4,54 p.p. |
Fonte: ICV-Dieese
Despesas Diversas também teve um avanço mais significativo: 4,54 pontos percentuais entre janeiro de 2007 e de 2008. “Mas esse grupo não tem muito peso no orçamento das famílias. E esse avanço é resultado do aumento de 22% no preço do cartão telefônico”, completou.
Para fevereiro
Ao que tudo indica, não há motivos para a inflação sair do controle em fevereiro. Segundo Cornélia, o reajuste do transporte público deve representar seu impacto no índice como um todo, mas nada de grande destaque. “O aumento foi de 4,35%, uma taxa de acordo com a inflação”, lembrou.
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De qualquer maneira, a economista lembra que a tarifa do Metrô e dos trens da CPTM (Companhia Metropolitana de Transportes Urbanos), em R$ 2,40, são muito altas. “Se a pessoa utiliza 25 vezes no mês, gasta R$ 120 mensais. Isso é muito, diante do salário mínimo”, finalizou.