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Ibovespa volta aos 105 mil pontos e dólar cai após atingir R$ 4,21

Índice acompanha mau humor de bolsas internacionais diante do vaivém das discussões sobre o acordo comercial dos EUA com a China

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SÃO PAULO – O Ibovespa (IBOVESPA) fechou em queda nesta terça-feira (19), acompanhando o desempenho das bolsas internacionais. Os investidores repercutiram as novas ameaças do presidente americano Donald Trump à China.

Trump afirmou à tarde que poderá aumentar as tarifas contra produtos da maior economia da Ásia se não for feito o acordo comercial.

Com isso, e puxado também pelas ações da Home Depot, que desabaram até 5% ao longo da sessão depois de um resultado decepcionante das suas vendas nas mesmas lojas, o índice Dow Jones caiu 0,37% e devolveu os 28 mil pontos atingidos na sexta-feira (15).

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Por outro lado, a nova extensão concedida por Washington para permitir que as empresas americanas continuem fazendo negócios com a chinesa de telecomunicações Huawei ajudou a amenizar o cenário de incertezas.

O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,38%, para 105.864 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 14 bilhões. Desde a quinta-feira (7), quando o benchmark chegou à sua máxima histórica em 109.581 pontos, já houve uma queda de 3,61%.

Já o dólar comercial fechou em queda de 0,174%, para R$ 4,1981 na compra e R$ 4,1988 na venda. O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava perda de 0,51%, a R$ 4,197.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 cai 0,04 ponto-base, para 4,64% e o DI para janeiro de 2023 avança 0,01 ponto-base, a 5,80%.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
MRVE33.3505216.97
BPAC113.2882968.79
MRFG31.9963711.24
UGPA31.7232920.66
IRBR31.5203836.8

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
B3SA3-2.2430747.94
ELET3-2.240934.9
CSAN3-2.1880160.35
ELET6-1.9715235.8
MULT3-1.8764928.76

 

No Brasil, o destaque ficou por conta do envio da proposta de reforma tributária, que deverá chegar nos próximos dias ao Congresso, movimentou deputados e senadores, que vão tentar compatibilizar o pacote preparado pelo governo, com outras duas propostas em tramitação no Legislativo, diz o jornal O Estado de S.Paulo.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a primeira fase da reforma, que trata da unificação do PIS e da Cofins, já está fadada à derrota. “Não passa. Esse assunto está parado há dois anos”, afirmou.

Na Economia, os investidores ainda interpretam as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participou de audiência no Senado. “A inflação está bastante baixa e bastante estável tanto no curto, médio e longo prazo”, disse aos senadores, sem se estender no assunto câmbio após o dólar fechar acima de R$ 4,20 pela primeira vez na história.

Ainda não se sabe se o BC está confortável com essas flutuações e muitos investidores apostam que a autoridade monetária deverá intervir no câmbio. No entanto, o presidente do BC indicou que só começará a se preocupar com o patamar do dólar quando o pass-through (impacto da depreciação do real no nível de preços) tiver efeitos relevantes na inflação.

“O Brasil está se reinventando com dinheiro privado e o mercado tem finalmente a compreensão de que o governo tem um programa fiscal sério que vai atingir o equilíbrio das contas públicas”, afirmou.

Campos Neto afirmou que os investimentos somente públicos são ineficientes. “O dinheiro público como máquina de crescimento bateu no muro”, disse.

Noticiário Corporativo

No noticiário corporativo, as atenções se voltam à Petrobras (PETR3; PETR4) que, após mais de 50 dias sem reajustar o preço da gasolina nas refinarias, anunciou elevação de 2,8% no valor do combustível.

Já a Ambev (ABEV3), que sofre com problemas na venda de cervejas no Brasil, anunciou a saída do seu presidente-executivo, Bernardo Paiva, e informou que o atual diretor de vendas e marketing, Jean Jereissati Neto, assumirá o posto.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, Agência Câmara, Agência Senado e Bloomberg)

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