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Ibovespa cai 0,64%, em início de semana marcada por eventos nos EUA; o que monitorar?

Declarações do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso norte-americano, na quarta-feira, e dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos estão no radar dos investidores

Equipe InfoMoney

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O Ibovespa iniciou a semana em queda, com agentes financeiros abrindo a semana em clima de expectativa para as declarações do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso norte-americano, na quarta-feira, e dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, na sexta-feira (4). O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,64%, aos 128.352 pontos.

Análise técnica da equipe da BB Investimentos destacou que permanece a perspectiva de indefinição na semana, citando que houve um “falso rompimento” de uma resistência próxima aos 131 mil pontos na última terça-feira, atraindo um forte movimento vendedor logo no dia seguinte, sem configurar uma tendência.

“Retraçamos uma sequência de Fibonacci mais curta, entre fim de outubro e fim de dezembro de 2023, e identificamos que o índice repousa em um ponto de suporte aos 129 mil pontos sem grandes alterações dos demais pontos de suporte e resistência”, observaram os analistas em nota a clientes.

No exterior, os futuros acionários americanos também mostraram certa fraqueza. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,25%, 0,12% e 0,41%, respectivamente, enquanto o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA ganharam 3,5 pontos-base, a 4,217%.

“A oscilação reflete, na minha visão, a falta de confiança dos investidores nas perspectivas de uma baixa mais acelerada da taxa de juros no Brasil no futuro próximo, decorrente da política de arrecadação e gastos do governo em comparação com as oportunidades vislumbradas para mercados mais consolidados como os Estados Unidos, que devem manter a taxa de juros nos próximos meses”, diz Felipe Castro, especialista em mercado de capitais e sócio da Matriz Capital.

Powell estará nesta semana no Congresso dos EUA para seu testemunho semestral, primeiro no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados (dia 6) e depois no Comitê Bancário do Senado (dia 7), e agentes financeiros devem continuar buscando sinais sobre quando o Fed começará a reduzir os juros.

Nesse sentido, dados do mercado de trabalho dos EUA nos próximos dias também estarão sob os holofotes, com destaque para o relatório do governo sobre a criação de vagas em fevereiro, que também inclui a taxa de desemprego e o comportamento dos salários na maior economia do mundo.

Hoje, foi divulgado que os investidores estrangeiros retiraram R$ 9,452 bilhões da B3 em fevereiro. Apesar do provável cenário de Selic de um dígito ainda este ano, o que em tese torna a renda variável mais atrativa, o investidor estrangeiro tem optado por direcionar seus recursos para os Estados Unidos, considerado porto seguro, principalmente para os Treasuries. As bolsas americanas também têm atraído as atenções dos investidores, em meio a perspectivas promissoras do setor de tecnologia, por conta da inteligência artificial.

O dólar caiu 0,15% frente ao real, a R$ 4,947 na venda e a R$ 4,948 na compra, em uma sessão de pouca movimentação. Investidores evitam fazer grandes apostas antes de dados econômicos dos Estados Unidos e de falas do chair do Federal Reserve.

Confira abaixo o destaque de ações:

(com Reuters)