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Ibovespa supera “susto” com CPMF e renova máxima histórica; DIs sobem após ata do Copom

Mercado termina pregão com ganhos, mas segue distante da máxima intradiária atingida na véspera

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (17) puxado por Petrobras e bancos passado o “susto” de ontem, que ocorreu quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “todas as opções estão na mesa”, questionado sobre a volta da CPMF. Hoje, Bolsonaro disse que não voltará a falar na recriação do imposto sobre transações financeiras.

O Ibovespa teve alta de 0,64%, a 112.615 pontos, renovando sua máxima histórica de fechamento, com volume financeiro negociado de R$ 19,715 bilhões.

Já o dólar comercial fechou com ganhos de 0,16%, a R$ 4,064 na compra e R$ 4,0645 na venda. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2020 registrava leve alta de 0,18%, a R$ 4,071.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 saltou 11 pontos-base a 4,65% e o DI para janeiro de 2023 avançou 18 pontos, a 5,97%.

Entre os indicadores, o Banco Central divulgou nesta manhã a ata de 277ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para 2020, a previsão é que a Selic sofrerá nova redução para 4,25%, mas que a taxa básica de juros sofrerá um pequeno aumento e fechará o próximo ano em 4,5%.

O Copom destacou que a recuperação da economia brasileira “ganhou tração” a partir do segundo trimestre de 2019, mas alerta que a ociosidade ainda é alta, principalmente na indústria.

“Dados de atividade econômica a partir do segundo trimestre indicam que a recuperação da economia brasileira ganhou tração, em relação ao observado até o primeiro trimestre de 2019. O cenário do Copom supõe que essa recuperação seguirá em ritmo gradual”, comenta o Copom.

O Comitê alerta, contudo, que a economia “segue operando com alto nível de ociosidade nos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”.

Na véspera, enquanto as bolsas dos Estados Unidos fecharam nas máximas históricas ainda na esteira do acordo comercial assinado entre o país e a China, as ações brasileiras foram derrubadas pelas falas do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a defender a CPMF, com o benchmark da bolsa fechando em baixa de 0,59% na véspera.

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Segundo a equipe de análise da XP Política, a volta do imposto sobre operações financeiras não é popular, mas da maneira como era defendido pelo ex-secretário da Receita, Marcos Cintra, era um tributo que vinha para simplificar.

“Nos parece uma tentativa da equipe econômica, agora verbalizada pelo presidente, de sentir o clima e medir reações para avaliar a viabilidade de se retomar essa discussão”, destacou a XP.

Noticiário corporativo 

A Natura Cosméticos e a Natura & Co. Holding S.A. informaram na noite de ontem à CVM que realizarão nesta terça-feira (17) a incorporação das ações da primeira empresa pela segunda, que a substituirá na Bovespa.

Haverá aumento de capital da Natura & Co. Holding, com a emissão de 370,2 milhões de ações ordinárias da nova empresa, em um valor total de R$ 1,1 bilhão. Já a Guararapes, controladora das Lojas Riachuelo, informou na noite de ontem à CVM que pediu à Receita Federal que libere R$ 140 milhões em créditos tributários do ICMS sobre o PIS e a Cofins.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
CIEL35.522218.79
B3SA33.2669847.73
UGPA32.8087423.06
BRDT32.7368429.28
SUZB32.7040840.26

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
BRFS3-3.5405933.51
BTOW3-3.366464.3
NATU3-3.0263236.85
GOLL4-2.9727535.25
MRVE3-2.6398221.76

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