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CPMF derruba bancos e Ibovespa fecha na mínima após bater 113 mil pontos; dólar cai a R$ 4,06

Mercado operou com ganhos ainda na esteira das boas notícias no mercado internacional

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SÃO PAULO – O Ibovespa acelerou as perdas no fim do pregão, fechando na mínima do dia pressionado por bancos após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que “todas as alternativas estão sobre a mesa” sobre a possibilidade da volta da CPMF. Mais cedo, o índice chegou a superar os 113 mil pontos.

Lá fora, os índices americanos subiram ainda refletindo os acontecimentos da última sexta (13), quando Estados Unidos e China chegaram à primeira fase de um acordo comercial, após mais de um ano desde o início da guerra tarifária entre os dois países.

Dados acima do esperado das vendas do varejo e da produção industrial no gigante asiático também ajudaram a animar os investidores no exterior. Os indicadores cresceram respectivamente 8% e 6,2% em novembro na comparação anual.

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O Ibovespa teve perdas de 0,59%, a 111.896 pontos com volume financeiro negociado de R$ 34,385 bilhões.

Já o dólar comercial caiu 1,15% no mesmo horário, a R$ 4,0606 na compra e R$ 4,0613 na venda. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2020 registrava queda de 1,14%, a R$ 4,063.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 sobe dois pontos-base a 4,54% e o DI para janeiro de 2023 avança sete pontos, a 5,82%.

No Brasil, a atenção está voltada para a divulgação da ata do Copom na terça-feira e para os índices da inflação. Na política, semana morna no Congresso, onde a expectativa é a votação do orçamento de 2020 da União a partir da quarta-feira. Os jornais também reportam que a semana se inicia com ameaça de paralisação de caminhoneiros pelo País.

O CDS (que funciona como um seguro contra o calote da dívida soberana dos países) brasileiro caiu abaixo dos 100 pontos nesta segunda-feira, no menor nível desde 2012.

Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central mostrou mais uma revisão para cima nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2019. A mediana das projeções de economistas do mercado financeiro subiu de 1,1% para 1,12%. Já para 2020 a previsão é de que o PIB avance 2,25%, de 2,24% esperados na semana anterior.

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Já sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expectativa aumentou de 3,84% para 3,86% em 2019 e se manteve em 3,6% para 2020.

A projeção para a taxa de câmbio, por sua vez, ficou em R$ 4,15 para 2019 pela segunda semana consecutiva e também continuou em R$ 4,50 para 2020.

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Noticiário corporativo

A geradora e distribuidora de energia Eneva informou que realizará a sua terceira emissão de debêntures simples para levantar R$ 650 milhões. Já a Engie Energia Brasil informou que exercerá sua opção de acionista majoritária na Transportadora Associada de Gás (TAG) e comprará os 10% restantes da Petrobras na empresa.

Já no noticiário sobre a Vale, a RecordTV apurou que barragem de rejeitos da Vale em Nova Lima tem trincas. Em nota enviada por e-mail à Bloomberg, a Vale confirmou as trincas, acrescentando que a estrutura é monitorada regularmente e mostra sinais de estabilidade; assessoria de imprensa da companhia também disse que não há risco iminente de ruptura.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
NATU34.1405638.23
VVAR33.8638511.29
BRDT33.4520328.47
ECOR32.8397615.21
GNDI32.861.68

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
CIEL3-4.78368.36
EQTL3-2.3378922.14
GGBR4-1.94718.13
BRKM5-1.7507728.62
ITUB4-1.5147335.76

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