Números de fechamento

Ibovespa sobe pelo segundo dia seguido e fecha acima dos 105 mil pontos; dólar e juros futuros recuaram

Bolsa repercutiu dados de inflação nos Estados Unidos mas teve desempenho superior ao dos índices em Nova York

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa terminou a quarta-feira (12) em alta, emplacando uma segunda sessão consecutiva de ganhos. A Bolsa repercutiu dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram praticamente em linha com o esperado, e encontrou espaço para subir com dólar e juros em queda. O índice fechou em alta de 1,84%, aos 105.685 pontos, próximo às máximas do dia. O volume negociado na sessão foi acima da média: R$ 41,6 bilhões.

Analistas explicam que o indicador de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, semelhante ao nosso IPCA, deu novo impulso aos mercados. O índice subiu 7%, na comparação anual, registrando sua maior alta desde 1982.

Por outro lado, tanto a Bolsa brasileira quanto os índices em Nova York tiveram reação tímida ao Livro Bege, documento que traz informações sobre a situação da economia americana. O texto não trouxe muitas novidades em relação ao que o Banco Central americano (Federal Reserve) vem dizendo.

O Livro Bege destacou as pressões de custos nas empresas, que tem sido levadas a aumentar salários para manter mão-de-obra, o que contribui com o aumento da inflação. O cenário descrito pelo documento, segundo analistas, já foi precificado pelo mercado, que dá como certo um aumento de juros nos EUA no próximo mês de março.

Ontem, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reafirmou que o Fed tem ferramentas amplas para ter um aumento de juros tranquilos.

Com o maior apetite por ativos de risco, o dólar comercial fechou em queda pelo segundo dia consecutivo, recuando 0,81% cotado a R$ 5,534 na compra e a R$ 5,535 na venda. Na máxima de hoje, atingiu R$ 5,601 e na mínima R$ 5,548. O dólar futuro recua 0,38%, a R$ 5,576.

Já os juros futuros tiveram forte baixa, tanto os contratos mais curtos quanto os mais longos: na sessão estendida, os contratos DI para janeiro de 2023 recuaram 16 pontos, para 11,86%; os juros para janeiro de 2025 caíram 32 pontos-base para 11,20%; e os contratos para janeiro de 2027 em baixa de 28 pontos-base, a 11,16%.

O contexto de dólar em queda e juros futuros também em baixa ajudou na recuperação de ações que vinham registrando baixas seguidas nos últimos dias. Destaque para ações de varejistas e shopping centers.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
MGLU37.495746.31
IGTI117.1960317.28
MULT36.7806618.11
LREN36.5778224.79
CSNA36.2349226.41

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
LWSA3-3.437829.55
SANB11-2.609830.6
BIDI11-2.571224.63
CIEL3-1.442312.05
EMBR3-1.3202723.17

O desempenho do Ibovespa foi superior ao das Bolsas em Nova York, que fecharam em ligeira alta, longe das máximas do dia:

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  • Dow Jones fechou em alta de 0,11% a 36.291 pontos
  • S&P 500 avançou 0,28%, a 4.726 pontos
  • Nasdaq fechou em alta de 0,23%, a 15.188 pontos

Os índices da Europa também acompanharam o bom humor nos mercados globais e fecharam em alta pelo segundo dia consecutivo.

  • Euro Stoxx 600: +1,49%
  • DAX (Frankfurt): +0,43%
  • FTSE 100 (Londres): +0,81%
  • CAC 40 (Paris): +0,75%
  • FTSE MIB (Milão): +0,62%

No segmento de commodities, os preços do petróleo voltaram a subir forte após alta de 4% na véspera. Na sessão estendida, o barril do WTI era negociado em alta de 1,81%, a US$ 82,70/barril; o petróleo tipo Brent subia 1,15%, a US$ 84,68.

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