Ibovespa sobe mais de 1% com exterior após anúncio de acordo entre EUA e Irã

Ambiente de “risk-on” tende a beneficiar mercados acionários, inclusive emergentes como o Brasil.

Equipe InfoMoney

Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

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A bolsa paulista tinha viés positivo nesta segunda-feira, acompanhando o movimento de praças acionárias no exterior, após autoridades norte-americanas e iranianas afirmarem ter chegado a um acordo preliminar para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro no Oriente Médio.

Às 10h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,21%, a 173.196,05 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto INDM26, em 17 de junho, avançava 1,26%.

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Com o acordo preliminar, o petróleo registra forte baixa. Conforme destaca a XP em relatório, a queda do petróleo tem efeitos positivos para a economia global. Com menor pressão inflacionária, abre-se espaço para cortes de juros, o que, por sua vez, favorece ativos de risco como ações.

Esse ambiente de “risk-on” tende a beneficiar mercados acionários, inclusive emergentes como o Brasil.

Por outro lado, preços mais baixos da commodity impactam diretamente a geração de caixa das empresas de petróleo, criando um cenário misto para o setor, com as ações de petroleiras registrando baixa.

“Houve avanços promissores na possível distensão dos conflitos no Oriente Médio, o que pode voltar a trazer maior apelo para mercados de ‘equity’ (ações), já que o cenário de conflito vinha aumentando incertezas relacionadas a inflação e crescimento global”, afirmaram analistas do BB Investimentos em relatório a clientes.

No noticiário doméstico, a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira mostrou “deterioração expressiva das expectativas de inflação”, conforme o diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, que destacou também o aumento na previsão para a Selic.

As previsões de mercado compiladas pelo Banco Central agora mostram expectativa de alta de 5,30% e de 4,10% para o IPCA em 2026 e 2027, de 5,11% e 4,03% antes. Para 2028, a conta aumentou em 0,03 ponto percentual, a 3,68%. No caso da Selic, as estimativas apontam 13,75% ao final de 2026 e 12,00% em 2027, de 13,50% e 11,50% respectivamente na semana anterior.

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(com Reuters)