Petrobras e PRIO caem até 5% seguindo petróleo em meio a acordo EUA-Irã

EUA e Irã chegaram no domingo (14) a um acordo de cessar-fogo segundo o presidente americano, Donald Trump

Equipe InfoMoney

Ativos mencionados na matéria

Divulgação/Petrobras
Divulgação/Petrobras

Publicidade

As ações de petroleiras são destaque de queda nesta segunda-feira (15), seguindo a baixa do petróleo. Às 10h13 (horário de Brasília), Petrobras (PETR3, R$ 44,69, -3,25%; PETR4, R$ 39,75, -3,47%), PRIO (PRIO3, R$ 58,22, -5,09%) caíam até 5%, enquanto PetroRecôncavo (RECV3, R$ 10,72, -1,92%) e Brava (BRAV3, R$ 20,72, -1,52%) também tinham baixa, mas menos expressiva.

Mais cedo, os ADRs (American Depositary Receipts, ou recibo de ações negociado nos EUA) da Petrobras registravam forte baixa por conta do acordo entre EUA e Irã. Às 7h55 (horário de Brasília), os papéis PBR (equivalentes aos PETR3) caíam 4,16%, a US$ 17,61, enquanto os ativos PBR-A (equivalentes aos PETR4) tinham queda de 3,01%, a US$ 15,81, no pré-market da Bolsa de Nova York.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíam US$ 4,39, ou 5%, para US$ 82,94 o barril às 6h43 (horário de Brasília), e o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estava cotado a US$ 80,26, queda de US$ 4,62, ou 5,4%. Ambos os contratos atingiram seus menores níveis desde 10 de março nesta segunda-feira, após despencarem mais de 3% na sexta-feira.

EUA e Irã chegaram no domingo (14) a um acordo de cessar-fogo segundo o presidente americano, Donald Trump, e o premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, um dos mediadores. A trégua abre caminho para novas negociações que podem, em última instância, encerrar definitivamente a guerra que já dura três meses e meio, matou milhares de pessoas e abalou a economia global.

“O acordo com o Irã foi concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump, nas redes sociais. O regime iraniano não se pronunciou oficialmente, mas confirmou que o general Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, e o chanceler Abbas Araghchi viajarão para Genebra para assinar o acordo. A TV estatal Irib adotou um tom triunfal. “Os EUA foram forçados a aceitar o fim da guerra”, declarou a voz oficial de Teerã.

Sharif, peça fundamental nas negociações, confirmou nas redes sociais que uma “cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira (dia 19), na Suíça”. Ele não disse se o acordo havia sido assinado eletronicamente, como esperado.

Segundo Trump, o acordo reabre o Estreito de Ormuz sem pedágios a partir de sexta-feira. O presidente disse ainda ter autorizado “a suspensão imediata do bloqueio naval dos EUA” aos portos iranianos. “Navios do mundo, liguem seus motores”, escreveu. “Deixem o petróleo fluir!”

O texto completo do acordo não foi divulgado, mas a publicação de Trump estava alinhada com o que autoridades americanas e iranianas haviam declarado anteriormente. Os termos incluem um cessar-fogo de 60 dias, que seriam seguidos de novas negociações para um tratado definitivo.

Após o anúncio, ambos os lados procuraram apresentar o acerto como uma vitória diplomática. Algumas das questões mais espinhosas, no entanto, incluindo o destino do programa nuclear iraniano e o alívio das sanções americanas, permanecem sem solução e foram adiadas para serem debatidas durante a nova rodada de negociações.

Continua depois da publicidade

(com Estadão Conteúdo)