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Ibovespa sobe em torno de 2% seguindo exterior em meio a menor chance de “Onda Azul”

Mercado registra ganhos seguindo NY com menor possibilidade de regulação das techs

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira (4) com os investidores atentos à apuração das urnas nas eleições dos Estados Unidos.

Lá fora, as ações de tecnologia puxam as bolsas, uma vez que se torna improvável que os democratas assumam a maioria no Senado e na Câmara, o que poderia levar a aumentos de impostos e divisões de empresas de tecnologia para aumentar a concorrência no setor.

Faltando os resultados de Alasca, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin, o democrata Joe Biden lidera com 238 delegados a 213, mas o atual presidente Donald Trump levou Flórida, Texas e Ohio, estados que costumam definir o resultado das eleições.

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O trunfo de Biden, por outro lado, são os votos antecipados pelo correio. Essa contagem, que pode levar dias para ser concluída, tende a favorecer o democrata, que superou Trump em Michigan e Wisconsin no fim desta manhã e torna-se favorito para ganhar a presidência. Trump disse que iria à Suprema Corte para pedir a interrupção da contagem dos votos.

Às 13h43 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 2,00%, aos 97.888 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial cai 1,6% a R$ 5,669 na compra e a R$ 5,67 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava desvalorização de 1,68%, a R$ 5,665.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai três pontos-base a 3,48%, o DI para janeiro de 2023 recua seis pontos-base a 5,12%, o DI para janeiro de 2025 tem queda de nove pontos-base a 6,83% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de nove pontos-base a 7,60%.

Por aqui, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manteve para hoje a sessão que analisará os vetos do presidente Jair Bolsonaro, como o que barrou a extensão da política de desonerações a 17 setores até o fim de 2021. Estão na pauta ainda os vetos ao marco regulatório do saneamento.

Entre os indicadores nacionais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a produção industrial, que avançou 2,6% em setembro frente a agosto, consolidando após cinco meses consecutivos de crescimento a eliminação da queda de 27,1% ocorrida entre março e abril com a paralisação por conta da pandemia.

Autonomia do BC

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O Senado aprovou na noite de ontem por 56 votos a favor e 12 contra proposta que concede ao banco central a tão desejada autonomia formal, ao mesmo tempo que adiciona uma meta de pleno emprego à sua principal meta de inflação.

A proposta segue agora para a Câmara, onde também conta com o apoio do presidente da casa, Rodrigo Maia, embora não possa ir à votação em plenário este ano. O projeto aprovado pelos senadores estabelece mandatos de quatro anos para todos os membros do conselho do BC e estabelece regras rígidas para sua destituição, além de garantir que seus mandatos não coincidam com os do presidente do país.

Já segundo a Agência Câmara, Rodrigo Maia vai colocar em votação, logo após o primeiro turno das eleições municipais, o Projeto de Lei Complementar que permite a oferta de crédito aos estados com lastro da União, condicionado a ajuste fiscal. O Congresso analisa vetos nesta quarta-feira, incluindo o veto à prorrogação da desoneração da folha de pagamento.

Caso das rachadinhas

Após mais de dois anos de investigação do Ministério Público do Rio, o senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia se dá no âmbito do Caso Queiroz, como ficou conhecido o processo das “rachadinhas” supostamente praticadas pelo filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio.

Além de Flávio, foram denunciados o ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador do esquema, e outros 15 ex-assessores. O MP fala ainda em apropriação indébita.

Radar corporativo

Mais uma vez, o destaque fica para a temporada de resultados. O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,030 bilhões no terceiro trimestre de 2020, 29,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado, quando totalizou R$ 7,156 bilhões, devido ao grande colchão contra perdas montado no contexto da pandemia. Apontando para uma retomada da economia, o resultado foi 19,6% melhor do que o trimestre imediatamente anterior. O resultado ocorre diante de menores despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa, especialmente vindo do banco de atacado do Itaú.

O IRB Brasil Re  registrou prejuízo líquido de R$ 229,8 milhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 1.066,50% frente ao resultado negativo de R$ 19,7 milhões vistos um ano antes, mas queda de 66,46% na comparação com as perdas de R$ 685,1 milhões registradas no segundo trimestre de 2020. A resseguradora divulgou seu resultado na terça-feira (3) à noite.

Já o frigorífico Minerva teve lucro líquido de R$ 58,3 milhões no terceiro trimestre, ante prejuízo de R$ 82,7 milhões na mesma etapa de 2019.

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A TIM obteve lucro líquido normalizado de R$ 390 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 21% em comparação com o mesmo período de 2019. No entanto, o lucro poderia ter sido 60% maior se não fosse o descasamento na contabilidade de itens tributários, informou a operadora. PetroRio, Iochpe-Maxion, ABC Brasil também divulgaram seus números.

A oferta pública inicial de ações da Méliuz saiu a R$ 10 por ação.

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