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Ibovespa zera ganhos em meio a informações de que a Opep+ vai cortar a produção menos que o esperado; dólar cai a R$ 5,06

Mercado opera com bastante volatilidade em meio a reunião dos países produtores e exportadores de petróleo

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa apaga alta nesta quinta-feira (9) com investidores atentos à reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) diante de notícias de que o corte na produção de petróleo não será de 20 milhões de barris por dia, mas de 10 milhões. Após chegar a subir mais de 12% com a informação de que Arábia Saudita e Rússia chegaram a um acordo sobre corte de produção de até 20 milhões de barris, o WTI virou para queda de 1,7%.

A preocupação é de que o volume de cortes discutido seja equivalente a apenas uma fração da perda de demanda, que alguns operadores estimam em 35 milhões de barris por dia.

A Opep e seus aliados, reunidos em videoconferência nesta quinta-feira, agora têm o esboço de um acordo para reduzir a produção em 10 milhões de barris por dia, segundo afirma a Bloomberg. Com isso, os ativos da Petrobras também amenizaram, para ganhos de cerca de 2%.

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Com isso, a Bolsa apaga ganhos depois de três pregões de forte alta. Mais cedo, a Bolsa subia graças ao anúncio do Federal Reserve de US$ 2,3 trilhões em financiamentos para apoiar governos locais e empresas.

Amanhã, as bolsas estarão fechadas por conta da Sexta-Feira da Paixão, então não seria surpresa se alguns investidores não se sentissem confortáveis para carregar posições compradas no feriado, o que pode pesar no fechamento desta sessão.

Também no radar, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos passou de 6,648 milhões na semana encerrada no dia 27 para 6,606 milhões na semana passada, acima da expectativa mediana dos economistas do mercado financeiro compilada no consenso Bloomberg, que apontava para um aumento a 5,5 milhões de pedidos. A semana anterior havia sido de recorde histórico de pedidos.

Às 14h53 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava perdas de 0,37%, aos 78.332 pontos após bater 80 mil pontos na máxima do dia. Já o dólar futuro para maio tem queda de 0,99% a R$ 5,079. O dólar comercial, por sua vez, apresenta baixa de 1,41%, a R$ 5,0681 na compra e R$ 5,0706 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai três pontos-base a 3,95%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de seis pontos-base a 5,14% e o DI para janeiro de 2025 recua quatro pontos-base a 6,72%.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março subiu 0,07% na comparação mensal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, a alta foi de 3,30%. Foi o menor resultado para o mês de março desde o início do Plano Real.

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A expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de um avanço para 0,12% em março na comparação mensal e de alta de 3,36% na comparação anual.

Os investidores esperam a retomada, mais tarde nesta quinta, da reunião do Eurogrupo, que deve decidir um pacote de resgate de até 1,5 trilhão de euros para socorrer a economia atingida pela epidemia do coronavírus. As bolsas da Ásia fecharam em leve alta.

O coronavírus se espalha rapidamente pelo mundo, tendo infectado mais de 1,4 milhão de pessoas e causado em torno de 87,5 mil mortes. Contudo, desde o fim da semana passada têm surgido sinais de avanço mais lento do número de casos e mortes na Ásia, nos EUA e em partes da Europa.

Discurso de Bolsonaro

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira (8), o quinto na crise da epidemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso da cloroquina, disse que sempre colocou a vida em primeiro lugar e criticou governadores e prefeitos. De novo, sob panelaços.

“Sempre afirmei que tínhamos dois problemas para resolver: o vírus e o desemprego, que têm que ser tratados simultaneamente.” Confira clicando aqui. 

Pouco antes, em derrota para o governo, o ministro Alexandre de Moraes decidiu que estados e municípios têm autonomia para impor isolamento social, em ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), informa a Folha de S. Paulo.

Conforme destaca o Valor, além do impacto da covid-19 na atividade econômica, a inadimplência ameaça a receita dos Estados. As projeções para a arrecadação de abril, referente às operações de março, vão de queda de 19% a 32% e contemplam não só a redução do valor em notas fiscais emitidas, mas também o atraso no pagamento do Imposto obre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido.

Noticiário corporativo

Como contrapartida para a liberação de recursos do setor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu exigir das operadoras de planos de saúde que atendam a clientes inadimplentes e pagamento a prestadores de serviço durante a epidemia da Covid-19.

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Cerca de 50 milhões de brasileiros são clientes dos planos das operadoras. A não interrupção do atendimento é uma das exigências da ANS para desbloquear cerca de R$ 15 bilhões de um fundo de R$ 53 bilhões de reservas técnicas das operadoras, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

A Ânima Educação contratou um empréstimo de R$ 450 milhões com a International Finance Corporation (IFC). O grupo paulista de educação pagará o empréstimo a partir de 2023 e pretende usar os recursos para fortalecer seu caixa, integrar as empresas adquiridas no ano passado, como a UniCuritiba, e planejar novos negócios.

A IFC é acionista minoritária da Ânima desde 2013. Já a Vale informou ontem que estenderá a paralisação da sua mina de cobre e níquel em Voisey’s Bay, no Canadá, por até três meses. A Vale parou a mina em 16 de março por causa da epidemia do coronavírus. Voisey’s Bay fica no norte da província da Terra Nova e Labrador.

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