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Ibovespa sobe 3% com dados do comércio exterior da China e recupera os 81 mil pontos; dólar cai a R$ 5,16

Mercado registra ganhos em meio à melhora do noticiário internacional a respeito da pandemia

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa - mercado fracionário
(scyther5/Getty Images)
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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (14) após o comércio exterior da China apresentar números melhores que os esperados em março. As exportações da segunda maior economia do mundo caíram 6,6% e as importações recuaram “apenas” 0,9%, diante de projeções de baixas de 14% e 9,5% respectivamente.

Esses dados econômicos se coadunam com notícias um pouco mais esperançosas a respeito do coronavírus no mundo. A Itália começa hoje a abrir algumas atividades proibidas durante o período mais crítico do isolamento social como livrarias, papelarias e lojas de roupas infantis, além de algumas indústrias. Já a Espanha liberou o trabalho de pessoas que não podem fazer home office, mas apenas sob critérios rigorosos de segurança.

Por outro lado, na França, o presidente Emmanuel Macron estendeu a quarentena até 11 de maio após o país registrar 574 mortes pela Covid-19 em apenas 24 horas.

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Segundo a Universidade Johns Hopkins, 1,92 milhão de pessoas foram infectadas pelo coronavírus ao redor do mundo, das quais 582 mil nos Estados Unidos. O número de mortos pela doença passa de 119 mil no mundo.

Às 11h13 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava ganhos de 3,21%, aos 81.372 pontos. Já o dólar futuro para maio tem baixa de 0,76% a R$ 5,167. O dólar comercial, por sua vez, apresenta queda de 0,42%, a R$ 5,1618 na compra e R$ 5,1638 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai 8 pontos-base a 3,68%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de 8 pontos-base a 4,83% e o DI para janeiro de 2025 recua também 8 pontos-base a 6,49%.

Por aqui, a Câmara dos Deputados aprovou o plano de auxílio a estados e municípios. A versão mais enxuta da proposta, costurada pelo relator Pedro Paulo (DEM-RJ), foi aprovada por 431 votos a 70, contrariando a posição do governo federal. Foi retirada do texto a possibilidade de endividamento de 8% da Receita Corrente Líquida para estados com garantia da União.

Mas a recomposição de perdas de arrecadação com ICMS e ISS pelo governo federal foi ampliada para seis meses. Agora, o texto segue para o Senado Federal, onde precisa de pelo menos 41 dos 81 votos totais para ser aprovado.

Entre os indicadores, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 0,35% em fevereiro na base mensal de comparação, ante estimativa de avanço 0,20%.

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Hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que o PIB brasileiro vai cair 5,3% este ano. No relatório divulgado em janeiro, antes dos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia brasileira, a previsão do FMI era que a economia brasileira cresceria 2,2% neste ano.

Nos EUA, o banco JP Morgan Chase, o primeiro a apresentar resultados do primeiro trimestre de 2020 nos Estados Unidos na manhã de hoje, informou que obteve um lucro de US$ 0,78 por ação no período, abaixo das expectativas do mercado, que eram de US$ 1,84 por ação, por conta do efeito coronavírus, mas as ações indicam um dia de ganhos na NYSE.

Brasil tem mais de 300 mil casos

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UNB), que participam do portal Covid-19 Brasil, estimam que o país já tenha 313 mil pessoas infectadas pelo coronavírus, informa o jornal O Globo. O Brasil é um dos países que menos testam no mundo para o coronavírus e existe falta crônica de kits para testagem.

Os cientistas alertam que a saúde em São Paulo, que concentra a maioria dos casos e das mortes pelo coronavírus, pode entrar em colapso já na próxima segunda-feira, se não aumentar a adesão às medidas de isolamento social. Segundo o Ministério da Saúde, na noite de ontem o Brasil tinha 23.430 casos confirmados e 1.328 mortes pelo coronavírus.

Noticiário corporativo 

A Eneva Energia comunicou na noite de ontem que a AES Tietê já tem conhecimento detalhado da proposta de aquisição feita pela empresa há mais de 40 dias. No começo de março, a AES Tietê classificou a oferta como hostil (não solicitada), mas as empresas continuam a negociar. A Eneva informou que discutirá a transação em uma reunião do seu Conselho em 21 de abril. A Eneva ressaltou aos acionistas da AES Tietê que a proposta, que prevê o pagamento de R$ 2,75 bilhões em dinheiro, mais a troca de 91,9 milhões de ações, é “vantajosa”.

Já a rede de laboratórios Instituto Hermes Pardini informou que captará R$ 200 milhões com o Itaú Unibanco e o Santander para reforçar seu caixa.

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