Bolsa

Ibovespa segue em alta após Fed manter juros nos EUA, mas mostrar preocupação com economia; dólar futuro zera perdas

Noticiário internacional volta a fazer preço em dia de agenda esvaziada por aqui

SÃO PAULO – O Ibovespa segue em alta nesta quarta-feira (29) após a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) de manter as taxas de juros dos Estados Unidos entre 0% e 0,25% ao ano. O Fomc manteve também o compromisso de comprar títulos e dar prosseguimento aos programas de empréstimos e liquidez tomados para combater a crise do coronavírus.

No comunicado, o banco central dos EUA destaca que o crescimento econômico está melhor do que nos piores momentos da pandemia, mas ainda não voltou a patamares anteriores aos efeitos do isolamento social utilizado para evitar maior contágio da Covid-19.

Já o pacote trilionário de estímulos anunciado esta semana pelos Republicanos segue em impasse no Congresso americano.

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Apesar das notícias sobre o avanço nos testes para uma vacina contra a Covid-19, o aumento dos casos de contaminação preocupa os investidores, que temem um abalo no ritmo de recuperação da economia global.

No Brasil, o governo tenta encontrar uma forma de financiar suas promessas e espera enviar no próximo mês para o Congresso Nacional a proposta de criação de um imposto, aos moldes da CPMF, para financiar a desoneração da folha de pagamentos e a atualização do Bolsa Família, que passaria a se chamar Renda Brasil.

Às 15h13 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha alta de 1,18% a 105.342 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial tem leve queda de 0,14% a R$ 5,1494 na compra e a R$ 5,1503 na venda. Já o dólar futuro para agosto tem leve variação negativa de 0,02% a R$ 5,149.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 registra perdas de dois pontos-base a 2,70%, o DI para janeiro de 2023 tem desvalorização de três pontos-base a 3,75% e o DI para janeiro de 2025 recua três pontos-base a 5,32%.

Radar corporativo

A empresa de meios de pagamento Cielo registrou no segundo trimestre do ano um prejuízo líquido de R$ 75,2 milhões, ante lucro de R$ 428,5 milhões entre abril e junho de 2019.

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A receita líquida da empresa, na comparação anual, caiu 12,5%, para R$ 2,4 bilhões. O Ebitda somou R$ 236 milhões, redução de 69,7% ano a ano.

O resultado decorre dos efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, embora a empresa venha de trimestres consecutivos de queda do lucro devido ao aumento da concorrência. A empresa informou que vai ajustar a sua estrutura de custos e capital para enfrentar um cenário de forte queda dos resultados.

Já a CSN apresentou lucro líquido de R$ 446 milhões, ante prejuízo de R$ 1,3 bilhão em igual período de 2019. Os preços mais elevados do aço contribuíram para esse resultado.

A alavancagem da empresa, que é a relação entre dívida líquida e Ebitda, subiu para 5,17 vezes (no primeiro trimestre, era de 4,78 vezes). A companhia afirmou que vai reduzir a alavancagem para 3,75 vezes até o final do ano e a 3 vezes até o final de 2021, mas não detalhou como irá chegar a esse resultado.

E a Minerva registrou lucro líquido de R$ 253,4 milhões no segundo trimestre. Em igual período do ano passado, teve prejuízo de R$ 113,3 milhões.

O Ebitda atingiu R$ 590,2 milhões, crescimento de 2% no comparativo anual e margem Ebitda chegou a 13,4%.

No setor bancário, o Santander registrou um lucro líquido gerencial de R$ 2,136 bilhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 44,6% em relação ao primeiro trimestre.

A carteira de crédito ampliada do banco chegou a R$ 463,4 bilhões, alta de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre. A inadimplência recuou 0,6 ponto percentual, para 3%.

Novos marcos

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O plano para o novo mercado de gás deve ser votado nos próximos dias pela Câmara dos Deputados e ajudar a destravar investimentos na ordem de R$ 43 bilhões, segundo cálculo do governo divulgados pelo jornal “O Estado de São Paulo“.

O plano seria necessário para garantir o “choque de energia barata” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no início de sua gestão.

O plano prevê o acesso das empresas privadas à infraestrutura de escoamento e transporte de gás natural, entre outros itens.

O Palácio do Planalto também vai propor ao Congresso Nacional reduzir de 30 para 20 anos a renovação de contrato sem licitação na lei do saneamento, segundo reportagem do jornal “Folha de São Paulo“. O projeto de lei seria uma tentativa de evitar a derrubada de um dos vetos feitos por Jair Bolsonaro (sem partido) ao novo marco legal do setor.

O marco legal, como aprovado pelo Congresso, previa a renovação do contrato, sem licitação, por mais 30 anos, mas foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, junto com outros dez dispositivos.

Nova CPMF

O governo vai enviar em agosto uma proposta ao Congresso Nacional para a criação de um imposto digital que terá uma base de incidência maior que a antiga CPMF, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo

Esse imposto, com alíquota de 0,2%, tem potencial de arrecadação de R$ 120 bilhões e viabilizaria a desoneração da folha de salários das empresas, financiar o programa social que vai substituir o Bolsa Família e aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda.

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