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Ibovespa sobe 0,28%, com Petrobras (PETR4) minimizando perdas da Vale (VALE3); dólar recua

Ações da petroleira estatal subiram na esteira de PIB dos EUA e estímulos na China, bem como por temores na oferta de petróleo

Vitor Azevedo

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O Ibovespa fechou em alta de 0,28% nesta quinta-feira (25), aos 128.168 pontos, com a ajuda, principalmente, das ações da Petrobras (PETR4) e de companhias ligadas ao mercado interno. 

De acordo com Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos, os papéis da estatal acompanharam a alta do petróleo, que ganhou tração com a expectativa de aumento da demanda pela commodity diante do produto interno bruto (PIB) mais forte nos EUA e expectativa com medidas de estímulo na China – tudo isso em um ambiente de tensões no Oriente Médio e queda nos estoques norte-americanos.

Hoje, foi divulgado que o PIB dos EUA cresceu 3,3% no quarto trimestre de 2023, bem acima dos 2% esperados por analistas, indicando que a economia, por lá, segue aquecida.

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Na China o presidente do Banco Central, Pan Gongsheng, disse que o banco reduziria o percentual de reservas obrigatórias para todos os bancos em 50 pontos base (bps), acrescentando que a medida liberaria um trilhão de iuanes (US$ 139,45 bilhões) para o mercado.

Os papéis preferenciais da Petrobras, com isso, subiram 3,69%, sendo que o barril de petróleo Brent ganhou 2,95%, a US$ 82,39. 

Já as ações das varejistas e construtoras, de acordo com o Nishimura, se beneficiaram da queda dos juros futuros, que por sua vez acompanharam o movimento dos yields dos Treasuries. As ações ordinárias da Magazine Luiza (MGLU3) subiram 7,81%, as da Cyrela (CYRE3), 3,67%, e as do Grupo Soma (SOMA3), 3,53%.

Apesar de o PIB forte dos EUA, o que geralmente sinalizaria economia aquecida e inflação, o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego, por lá, aumentou, ficando em 214 mil na semana encerrada no dia 20 de janeiro, contra 200 mil do consenso e 189 mil de uma semana antes. 

“Teoricamente um aumento do PIB indica uma economia mais aquecida, o que implicaria cortes mais lentos na taxa de juros, pressionando ainda mais as empresas que teriam empréstimos com taxas menos atrativas”, fala Inácio Alves, analista da Melver. “Por outro lado, com o aumento da procura por auxílio-desemprego, a expectativa é que a inflação fique sob controle”. 

Os treasuries yields para dez anos, então, perderam 4,8 pontos-base, a 4,13%. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram, respectivamente, 0,64%, 0,53% e 0,18%.

O dólar, com isso, perdeu força frente ao real, com queda de 0,19%, a R$ 4,922 na compra e na venda.

No fim da tarde desta quinta-feira a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 10,02%, ante 10,062% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,685%, ante 9,764% do ajuste anterior. Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 9,84%, ante 9,931%, enquanto a taxa para janeiro de 2028 estava em 10,105%, ante 10,187%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,54%, ante 10,597%. 

Esse cenário ajudou a minimizar a queda da Vale (VALE3) e da Gol (GOLL4), que caíram por situações específicas. 

A mineradora recuou 2,20%. Os papéis já vinham de perdas na sessão, por conta de notícias envolvendo falas do presidente Lula e a pressão para emplacar o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, como CEO da companhia. As baixas foram intensificadas por volta das 15h30 quando ganhou destaque a notícia de que a Justiça Federal havia condenado a mineradora, a BHP e a Samarco a pagar R$ 47,6 bilhões como indenização pelos danos morais coletivos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Já as preferenciais da Gol (GOLL4) caíram 3,16%, repercutindo o anúncio de que a aérea entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.