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O Ibovespa reforçou de forma contundente sua tendência de alta ao protagonizar um movimento muito forte na última sessão, quando avançou 3,33%, fechando aos 171.816 pontos e marcando nova máxima histórica em 171.969 pontos, rompendo pela primeira vez a região dos 170 mil pontos. O movimento foi acompanhado por forte amplitude, com apenas uma ação do índice encerrando em baixa (TIMS3), enquanto os maiores destaques ficaram para Cogna (+10,96%), Yduqs (+8,91%) e C&A (+7,93%), evidenciando um rali amplo e bem distribuído entre os papéis.
No acumulado de 2026, o Ibovespa já registra alta de 6,64%, dando sequência ao desempenho robusto de 2025, quando avançou 33,95%. Do ponto de vista técnico, o índice segue sustentado por forte fluxo comprador, negociando acima das médias móveis em diferentes horizontes de tempo.
Por outro lado, o movimento recente deixou o mercado mais esticado e em zona de sobrecompra, o que exige atenção redobrada para eventuais movimentos de acomodação ao longo do caminho, sem que isso comprometa, até aqui, a estrutura principal de alta.
Para entender até onde o preço do Ibovespa (IBOV) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Ibovespa (IBOV)
No curto prazo, observo o Ibovespa em forte tendência de alta, com aceleração relevante nas últimas sessões. O fechamento em 171.816 pontos, após tocar a máxima histórica em 171.969 pontos, reforça a dominância do fluxo comprador e mantém o índice em condição técnica favorável para extensão das altas.
Pelo gráfico, o índice segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima, confirmando o viés altista. No entanto, o preço encontra-se bastante afastado das médias, o que eleva a probabilidade de correções técnicas pontuais ou movimentos de acomodação no curto prazo. O IFR (14) em 75,25 confirma zona de sobrecompra, embora ainda não haja sinal gráfico claro de reversão.
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Para que o movimento de alta tenha continuidade no curto prazo, será importante a superação consistente da máxima histórica em 171.969 pontos, o que tende a destravar alvos em 172.520, 173.575, 175.940, 177.000 e 178.050 pontos.
Em um cenário de correção, a atenção recai inicialmente sobre a faixa de 166.467/163.570 pontos. A perda dessa região pode abrir espaço para ajustes mais profundos, com suportes em 161.745, 160.455, 157.300 e 155.185 pontos.

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Análise de médio prazo
No médio prazo, a leitura técnica segue claramente altista. O Ibovespa mantém uma sequência consistente de topos e fundos ascendentes, com sucessivas renovações de máximas históricas, o que confirma a força estrutural do movimento comprador.
O índice negocia acima das médias móveis, que seguem com inclinação positiva, reforçando o viés construtivo. Ainda assim, o avanço recente deixou o preço afastado das médias, caracterizando um movimento mais esticado. O IFR (14) em 77,89 indica sobrecompra, aumentando a chance de correções técnicas ao longo do caminho, sem que, até o momento, haja sinal de reversão da tendência principal.
Para a continuidade da alta no médio prazo, será fundamental a superação consistente da região da máxima histórica em 171.969 pontos, o que pode destravar projeções para 172.260, 175.910, 180.000, 181.660 e 184.535 pontos.
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No cenário de correção mais ampla, a região de 162.110/157.000 pontos passa a ser o primeiro ponto de atenção. A perda desse intervalo pode abrir espaço para ajustes mais profundos, com suportes localizados em 153.515, 147.575, 140.231 e 131.550 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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