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Inicio a leitura dos mercados com um cenário que segue amplamente construtivo para os ativos de risco, mas que já começa a exigir atenção redobrada no curto prazo, sobretudo diante do forte esticamento observado em alguns mercados.
No Brasil, o Ibovespa acumula uma sequência expressiva de altas e segue renovando máximas históricas, sustentado por fluxo comprador consistente, embora já apresente sinais de acomodação após o movimento acelerado das últimas semanas. No exterior, o pano de fundo segue positivo, com o S&P 500 renovando recordes e a Nasdaq operando próxima de regiões decisivas, enquanto o dólar futuro permanece pressionado e o Bitcoin intensifica o movimento de baixa, destoando do apetite observado nos mercados tradicionais.
Nesse contexto, o comportamento dos preços nas próximas sessões — especialmente diante de regiões técnicas sensíveis, como resistências históricas e suportes relevantes — tende a ser determinante para avaliar se o mercado terá fôlego para novas pernadas de alta ou se entrará em um processo mais prolongado de correção e consolidação.
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Análise técnica do Ibovespa
Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa mantém uma tendência de alta bem definida, mesmo após o início de um movimento corretivo pontual. O índice renovou sua máxima histórica em 186.449 pontos, consolidando-se acima da importante faixa dos 180 mil pontos, o que reforça a força do movimento principal e o domínio do fluxo comprador no pano de fundo.
Em 2026, o índice acumula alta de 12,56%, desempenho que evidencia a intensidade da movimentação recente. No entanto, após uma sequência consistente de ganhos, o mercado passou a mostrar sinais de realização. Na última sessão, o Ibovespa recuou 0,97%, encerrando aos 181.363 pontos, movimento que não chega a descaracterizar a tendência, mas indica uma pausa natural após o forte rali. Ainda assim, no acumulado semanal, o índice avançou 1,40%, marcando a quarta semana consecutiva de alta.
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Do ponto de vista técnico, chama atenção o IFR (14) em 74,79, já em zona de sobrecompra, além do afastamento relevante das médias móveis, fatores que aumentam a probabilidade de continuidade do fluxo corretivo no curto prazo. Apesar disso, não há, até o momento, sinal gráfico claro de reversão de tendência.
Para que o índice retome o movimento altista com maior convicção, será necessário superar a resistência em 183.620 pontos e, principalmente, romper novamente a máxima histórica em 186.449 pontos, o que abriria espaço para alvos projetados em 187.335, 189.335 e, em extensão, a região psicológica dos 190.000 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 180.088/175.500 pontos tende a aprofundar o movimento corretivo, com alvos intermediários em 169.629/166.467 e projeções mais longas em 161.765/157.000 pontos.
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Análise técnica do Dólar
No dólar futuro, o cenário segue marcado por tendência de baixa, embora o ativo tenha ensaiado uma reação pontual na última sessão. O contrato avançou 1,19%, fechando aos 5.290,5 pontos, movimento que levou os preços novamente para a região das médias móveis, onde o mercado costuma definir sua próxima direção.
Mesmo com essa recuperação pontual, o dólar ainda não apresenta sinais consistentes de reversão. O IFR (14) em 42,01, em zona neutra, indica que ainda há espaço tanto para novas quedas quanto para tentativas de correção mais ampla. Enquanto o ativo permanecer negociando entre as médias, o cenário tende a ser de maior volatilidade e indefinição no curtíssimo prazo.
Para que o fluxo vendedor volte a ganhar força, será necessário romper a região de suporte em 5.227/5.167,5 pontos, abrindo espaço para 5.127, 5.087 e, em alvos mais longos, 5.057,5/5.007 pontos.
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Já para sustentar a recuperação iniciada recentemente, o dólar precisará superar 5.328/5.446 pontos, com resistências seguintes em 5.487/5.560 e 5.614/5.669,5 pontos.

Confira a análise dos minicontratos:
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Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq atravessa um momento de acomodação técnica após a forte recuperação observada nos últimos meses. Pelo gráfico diário, o índice passou a negociar de forma mais lateral, retornando para próximo das médias móveis depois de ter se aproximado da máxima histórica ao longo da semana.
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Em janeiro, o índice acumula alta de 1,20%, cotado aos 25.552 pontos, o que mostra que o viés principal ainda é positivo, embora o mercado tenha reduzido o ritmo das compras no curto prazo. A falta de continuidade do movimento até o topo histórico reforça a leitura de consolidação.
Para que a Nasdaq volte a ganhar tração altista, será necessário superar 25.873 pontos e, na sequência, romper a máxima histórica em 26.182 pontos, abrindo espaço para projeções em 26.475/26.735.
Em contrapartida, a perda da faixa de 25.400/25.100 pontos pode destravar um fluxo vendedor mais consistente, com correções em direção a 24.954/24.467 e, em um movimento mais amplo, 24.432/24.021 pontos.

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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 segue como destaque positivo entre as bolsas globais. Pelo gráfico diário, o índice mantém uma tendência de alta sólida e renovou recentemente sua máxima histórica em 7.002 pontos, reforçando a dominância do fluxo comprador no mercado norte-americano.
Mesmo com uma leve acomodação recente, o índice segue negociando acima das médias móveis e acumula alta de 1,37% em janeiro, cotado aos 6.939 pontos. A estrutura gráfica permanece construtiva, indicando potencial para continuidade do movimento.
Para que o índice siga renovando máximas, será fundamental superar 6.977 pontos e confirmar o rompimento da máxima em 7.002, abrindo espaço para alvos em 7.020/7.100 e 7.145 pontos.
Por outro lado, uma perda da região de 6.870/6.824 pontos pode gerar uma correção técnica mais ampla, com suportes em 6.789/6.720 e, em cenários mais estressados, 6.630/6.521 pontos.

Análise do Bitcoin
No mercado de criptoativos, o Bitcoin segue como o ponto de maior fragilidade do conjunto de ativos analisados. O ativo intensificou o movimento de baixa nos últimos dias e passou a negociar abaixo da região dos US$ 80.000, reforçando o viés negativo no curto prazo. Em janeiro, a criptomoeda acumula queda superior a 12%.
Pelo gráfico diário, o Bitcoin segue negociando abaixo das médias móveis, com forte afastamento, o que aumenta o risco de continuidade das quedas, embora também abra espaço para repiques técnicos pontuais. O mercado agora observa se o ativo conseguirá estabilizar preços ou se o fluxo vendedor seguirá dominante.
Para que haja tentativa de recuperação mais consistente, será necessário superar US$ 80.734/US$ 86.420, abrindo espaço para US$ 91.225, US$ 97.925 e, em projeções mais longas, US$ 99.692/US$ 106.011.
Por outro lado, a perda de US$ 75.719/US$ 74.508 tende a intensificar o movimento de baixa, com suportes em US$ 68.775/US$ 65.260 e alvo mais longo em US$ 58.946.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

