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Ibovespa renova máximas, encosta nos 182 mil e caminha para melhor janeiro desde 2020

Apenas neste começo de ano, o principal índice da B3 já atingiu dez máximas históricas

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Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações na B3. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

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O Ibovespa fechou a sessão desta terça-feira (27) aos 181.919 pontos, renovando seu recorde nominal histórico, em meio a continuidade de fluxos de investidores estrangeiros para a bolsa e após dados do IPCA-15 mostrarem uma desaceleração da alta de preços em janeiro. Na máxima do dia, o índice foi a 183.360 pontos.

Conforme destaca levantamento da consultoria Elos Ayta, apenas neste começo de ano, o principal índice da B3 já atingiu dez máximas históricas, um ritmo acelerado que corresponde a praticamente um terço dos 32 recordes registrados ao longo de todo o ano de 2025.

“Em um único mês, o índice concentra um volume de recordes que, no ano passado, se espalhou ao longo de doze meses. O dado sugere um movimento mais intenso de reprecificação dos ativos, em um ambiente de forte apetite por risco”, aponta a consultoria.

Oportunidade com segurança!

Até o pregão do dia 27, o Ibovespa acumula alta de 12,90% em janeiro, desempenho que coloca o mês como a terceira maior valorização mensal desde janeiro de 2010. À frente aparecem apenas março de 2016, com avanço de 16,97%, e novembro de 2020, quando o índice subiu 15,90%, ambos associados a momentos de inflexão relevantes na economia e nos mercados.

Desde 2010, apenas 13 meses superaram a marca de dois dígitos de alta, como novembro de 2023 (12,54%), outubro de 2011 (11,49%) e outubro de 2016 (11,23%). Janeiro de 2026, portanto, já se posiciona entre os episódios mais fortes de valorização mensal da Bolsa brasileira em mais de uma década.

Nesta terça, logo pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado uma prévia da inflação oficial — subiu 0,20% em janeiro, contra uma alta de 0,25% em dezembro. Já a taxa em 12 meses até janeiro foi para uma alta de 4,50%, de 4,41% em dezembro, no limite do teto da meta contínua para a inflação. Ainda assim, os números ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses.

Para o consultor sênior da Zero Markets Brasil, Otavio Araújo, o dado divulgado nesta terça “reforça a leitura de inflação sob controle e, de alguma forma, isso mantém viva a discussão sobre o espaço para um possível início de cortes de juros um pouco mais à frente”.

A visão positiva do indicador, somada a um dólar mais comportado nesta terça-feira e ao fluxo para a bolsa, sustentou a performance de blue chips como Petrobras, Vale e bancos, ajudando o índice a renovar máximas recentes.

O foco dos investidores se volta agora para a chamada “superquarta”, que trará as decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve.

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A expectativa do mercado é que o BC mantenha a taxa Selic em 15%, assim como também é esperado que o Fed faça a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Contudo, a possibilidade do anúncio de um novo chair para o BC norte-americano em breve e as preocupações dos investidores sobre a independência da autarquia aumentam as expectativas do mercado pelo encontro.

Além da decisão do Fed, nos EUA os agentes também aguardam nesta semana os balanços de empresas de peso que fazem parte das chamadas “7 Magníficas”: Microsoft, Apple, Tesla e Meta. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,41%, para 6.978,58 pontos.

DESTAQUES

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VALE ON (VALE3) subiu 2,2%, na contramão do recuo dos preços dos contratos futuros do minério de ferro na China, que caíram pelo segundo dia consecutivo pressionados por preocupações persistentes sobre a demanda pelo principal ingrediente de fabricação de aço no país. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com queda de 0,51%.

PETROBRAS PN (PETR4) valorizou 2,18%, dando suporte aos ganhos do Ibovespa, em linha com o comportamento do petróleo no exterior, com o Brent fechando em alta de 3,02%.

SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) fechou em alta de 3,18%, com os bancos impulsionando os ganhos do índice. BRADESCO PN (BBDC4) ganhou 2,63%, ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) avançou 2,65%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) teve alta de 1,19% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) subiu 2,44%.

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YDUQS ON (YDUQ3) disparou 6,96% após o Itaú BBA elevar a recomendação do grupo de “market perform” para “outperform” e também o preço-alvo, de R$16,00 para R$19,00 por ação.

CYRELA ON (CYRE3) subiu 6,17%, ficando entre as principais altas do Ibovespa pela maior sensibilidade às taxas de juros, assim como ASSAÍ ON (ASAI3), que ganhou 5,47%, e LOCALIZA ON (RENT3), que avançou 4,4%.

MARFRIG ON (MRFG3) perdeu 1,11% e MINERVA ON (BEEF3) caiu 0,81%, sendo alguns dos destaques negativos do índice em um dia de perdas para o setor frigorífico.

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(com Reuters)