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Ibovespa renova máximas e testa 187 mil pontos puxado por Vale

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,58%, a 185.674,43 pontos, chegando a 187.333,83 pontos no melhor momento do pregão

Reuters

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SÃO PAULO, 3 Fev (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, renovando máximas históricas, em movimento puxado principalmente pelas ações da Vale, que dispararam quase 5%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,58%, a 185.674,43 pontos, chegando a 187.333,83 pontos no melhor momento do pregão. Na mínima, marcou 182.815,55 pontos. O volume financeiro somou R$36,47 bilhões.

De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos, Willian Queiroz, o bom momento de ações de commodities, que têm peso relevante no Ibovespa, e o fluxo forte de capital externo têm endossado recordes na bolsa paulista.

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Dados da B3 sobre a participação de investidores mostraram entrada líquida de estrangeiros no mercado secundário de ações brasileiro de cerca de R$26,3 bilhões em janeiro, acima de todo o saldo positivo de 2025, de aproximadamente R$25,5 bilhões.

Nesta terça-feira, o viés positivo teve apoio ainda do alívio nas taxas dos contratos de DI, com o Banco Central reforçando perspectivas de corte da Selic em março e dados mais fracos que as expectativas sobre a produção industrial no país.

Na visão da especialista em investimentos e sócia da AVG Capital, Andressa Bergamo, a ata do Copom reforçou a mensagem de flexibilização da política monetária que deve começar em março, o que trouxe otimismo ao mercado.

Ela também chamou a atenção para a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025, que ganha força nesta semana com a divulgação de resultados de grandes balanços e pode trazer volatilidade para a bolsa nos próximos dias.

DESTAQUES

– VALE ON (VALE3) avançou 4,92%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China, em pregão bastante positivo para o setor de mineração e siderurgia como um todo. No caso da Vale, o Itaú BBA também elevou o preço-alvo do ADR de US$14 para US$19 e reiterou recomendação “outperform”.

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– PETROBRAS PN (PETR4) subiu 0,91%, endossada pelo avanço dos preços do petróleo no exterior, após queda expressiva na véspera. PETROBRAS ON fechou em alta de 1,24%.

– ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) valorizou-se 0,57%, com bancos perdendo o fôlego durante a sessão. SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11), que reporta balanço na quarta-feira, antes da abertura do pregão, cedeu 2,39%. O Santander na Espanha reportou balanço no meio da sessão brasileira, mostrando lucro atribuído aos acionistas controladores de 579 milhões de euros para a operação no Brasil. BRADESCO PN, que divulga o resultado no final da quarta-feira, subiu 0,54%.

– TOTVS ON (TOTS3) fechou negociada em baixa de 3,26%, após a multinacional latino-americana de tecnologia financeira Evertec anunciar na noite de segunda-feira a compra da joint-venture Dimensa, formada a partir de ativos da Totvs e B3, por R$950 milhões.

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– COGNA ON (COGN3) caiu 3,56% e YDUQS ON (YDUQ3) recuou 3,38%, enquanto agentes financeiros seguem acompanhando potenciais desdobramentos envolvendo o Enamed. O ministro da Educação afirmou nesta terça-feira que cursos de medicina com notas 1 e 2 no exame não terão o financiamento do Fies.

– EMBRAER ON (EMBJ3) cedeu 1,53%, ampliando a correção desde que renovou máximas históricas na semana passada, quando chegou a R$105,50 durante o pregão de terça-feira. Naquele mesmo dia, após o fechamento da bolsa, a empresa divulgou carteira de pedidos firmes de US$31,6 bilhões no quarto trimestre.