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Ibovespa renova máximas e testa 144 mil pontos pela 1ª vez com aval dos EUA

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,56%, a 143.150,03 pontos, tendo alcançado 144.012,5 pontos no melhor momento do dia

Reuters

(Shutterstock)
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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, renovando máximas históricas e testando o patamar dos 144 mil pontos pela primeira vez, puxado principalmente pelas ações de bancos, depois que dados econômicos dos Estados Unidos referendaram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,56%, a 143.150,03 pontos, tendo alcançado 144.012,5 pontos no melhor momento do dia. Na mínima, marcou 142.349,41 pontos. O volume financeiro foi um pouco melhor do que nos últimos pregões e somou R$24,5 bilhões.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano subiu 0,4% em agosto, após aumento de 0,2% em julho, enquanto a inflação em 12 meses ficou em 2,9%. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,3% na comparação mensal e de 2,9% ano a ano.

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Para o economista Gustavo Gonzaga, da Necton Investimentos, apesar da permanência dos riscos de uma escalada da inflação decorrente da política comercial protecionista dos EUA, a falta de evidências mais contundentes nesse sentido e o bom desempenho da inflação de serviços em agosto ajudam a conter preocupações.

Esses fatores, acrescentou, somados aos indicadores de mercado de trabalho substancialmente mais fracos nos EUA, reforçam as expectativas de um corte de juros na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, que terá seu desfecho conhecido no próximo dia 17.

Também nesta quinta-feira, outra divulgação mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA aumentaram 27.000, para 263.000, em base ajustada sazonalmente, na semana encerrada em 6 de setembro, enquanto economistas previam 235.000 solicitações para o período.

Wall Street fechou com novas máximas para o S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA recuava a 4,02%% no final da tarde.

A expectativa é que o Fed corte o juro em pelo menos 0,25 ponto percentual na semana que vem, com os contratos futuros de juros nos EUA embutindo também mais duas reduções da mesma magnitude nas reuniões seguintes. Atualmente, a taxa está na faixa de 4,25% a 4,5%.

No Brasil, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por cinco crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado após a derrota do ex-presidente na eleição de 2022. Ele já está em prisão domiciliar.

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De acordo com o head da mesa de renda variável e sócio da GT Capital, Anderson Silva, o julgamento do ex-presidente e o temor de novas sanções permanecem no radar, adicionando cautela ao mercado. Mas, acrescentou, a perspectiva de cortes pelo Fed acabou se sobrepondo às incertezas domésticas.

Ainda no noticiário local, o Ministério da Fazenda cortou as previsões para o crescimento do país e a inflação neste ano, enquanto pesquisa Datafolha mostrou que aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu a 33% de “ótimo/bom” e se aproximou da desaprovação, com 38% de “ruim/péssimo”.

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