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O mercado brasileiro inicia esta segunda-feira (5) com expectativa de forte movimentação após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A primeira reação dos ativos brasileiros veio do exterior. O EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, chegou a disparar 12,88% na pré-abertura americana, sinalizando uma resposta positiva ao resultado das urnas. ADRs de companhias brasileiras também avançavam com força nesta manhã.

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Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta segunda
Índices futuros dos EUA recuam juntos
O movimento aumenta a expectativa sobre a abertura da B3 depois de uma sexta-feira já marcada por fortes ganhos. O Ibovespa avançou 2,63% na última sessão antes da eleição, aos 192.114 pontos, encerrando praticamente na máxima do dia e completando a quarta alta consecutiva.
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Com isso, o índice começa a semana muito próximo de resistências importantes e novamente na direção de sua máxima histórica. Se o impulso comprador observado no exterior chegar à B3 e encontrar continuidade ao longo do pregão, a marca dos 200 mil pontos deve entrar no radar.
Ibovespa mira máxima histórica
O Ibovespa encerrou a sexta-feira aos 192.114 pontos, alta de 2,63%, depois de oscilar entre a mínima de 186.144 pontos e a máxima de 192.118 pontos.
No gráfico diário, o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando uma configuração favorável para a tendência de curto prazo.
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A primeira resistência relevante aparece nos 192.890 pontos. Uma superação consistente dessa faixa pode abrir caminho para a máxima histórica, localizada nos 199.354 pontos.
Logo acima surge a marca psicológica dos 200 mil pontos.
Em uma eventual abertura com forte gap de alta, no entanto, será importante observar não apenas a superação dessas regiões, mas principalmente se o índice conseguirá sustentá-las ao longo da sessão.
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Uma abertura acima de determinada resistência, isoladamente, não confirma o rompimento. O comportamento do fluxo comprador depois dos primeiros negócios será importante para mostrar se o movimento tem força para se transformar em uma nova perna de alta.

IFR indica movimento mais esticado
Apesar da estrutura técnica favorável, o Ibovespa chega à segunda-feira com sinais de maior extensão do movimento de curto prazo.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 75,77 pontos, acima da faixa dos 70 pontos normalmente associada a uma condição de sobrecompra.
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O indicador nessa região não significa necessariamente uma reversão. Em movimentos fortes, o IFR pode permanecer sobrecomprado durante algum tempo. Ainda assim, mostra que a alta ganhou velocidade e aumenta a atenção para eventuais realizações após quatro pregões consecutivos de ganhos.
Esse ponto ganha peso diante da perspectiva de uma abertura mais forte nesta segunda-feira.
Caso apareça pressão vendedora depois do movimento inicial, a primeira região a ser monitorada fica nos 189.487 pontos.
A perda dessa faixa pode levar o índice em direção aos 182.990 pontos, suporte mais relevante na sequência. Em uma correção mais ampla, os próximos níveis aparecem em 178.000 pontos e, posteriormente, nos 164.835 pontos.
Eleição abre nova etapa para o mercado
A sessão desta segunda-feira representa também o primeiro teste do mercado ao novo desenho da corrida presidencial.
Agora, o resultado das urnas elimina uma incerteza imediata, mas inaugura uma nova fase de precificação até 25 de outubro.
Para o Ibovespa, o mapa técnico fica relativamente claro. Acima dos 192.890 pontos, entram no radar a máxima histórica de 199.354 pontos e, em seguida, os 200 mil pontos.
Na direção contrária, eventuais realizações colocam 189.487 pontos como primeira referência, seguidos por 182.990 pontos.
A reação a essas faixas ajudará a mostrar se o movimento pós-eleição representa apenas um ajuste inicial de preços ou se há força suficiente para uma nova tentativa de rompimento das máximas.
Dólar também pode ter abertura marcada por volatilidade
Enquanto isso, o dólar encerrou a sexta-feira em leve queda no mercado brasileiro, enquanto o contrato futuro usado como referência técnica fechou praticamente estável. Nesta segunda-feira, a expectativa inicial do mercado é de valorização do real após o resultado eleitoral.
O WDOX26 terminou a última sessão aos 5.257 pontos, com baixa de 0,08%, após apresentar recuperação ao longo do pregão. A formação de um candle de indecisão antes do resultado eleitoral reforça a importância da reação desta segunda-feira para definir o próximo movimento de curto prazo.
No gráfico diário, o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando uma estrutura que ainda favorece os compradores.
Para retomar um movimento mais consistente de alta, a primeira região a ser monitorada fica nos 5.274,5 pontos. Acima dela, a superação dos 5.309 pontos pode fortalecer o fluxo comprador e abrir espaço para os próximos objetivos em 5.339 e 5.374 pontos.
O IFR (14) está em 60,49 pontos, ainda fora da região de sobrecompra e sem apresentar, por enquanto, uma condição extrema no indicador.
Na direção contrária, uma reação mais forte do real ao resultado eleitoral pode pressionar o dólar logo na abertura. Nesse cenário, a região dos 5.192 pontos aparece como suporte importante para a manutenção da estrutura atual.
A perda desse patamar pode ampliar o fluxo vendedor em direção aos 5.124 e 5.083 pontos. Abaixo dessas referências, os próximos suportes aparecem na faixa de 5.012 a 4.976 pontos.
Assim como no Ibovespa, eventuais gaps nesta segunda-feira exigem atenção. Mais importante do que o movimento inicial será observar se compradores ou vendedores conseguem sustentar os rompimentos ao longo do pregão.

A reação inicial dos ativos brasileiros no exterior aponta para uma sessão de movimentos potencialmente fortes nesta segunda-feira, mas o resultado do primeiro turno também inaugura uma nova etapa de precificação.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o cenário eleitoral tende a permanecer entre os principais vetores para Bolsa, dólar e juros nas próximas semanas. No curto prazo, a reação às principais regiões técnicas será fundamental para mostrar se os movimentos observados após a eleição terão continuidade.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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