Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos e dólar volta a cair; investidores seguem monitorando guerra na Ucrânia, inflação e juros

Índices futuros em Nova York operam com alta moderada e Bolsas ne Europa sobem

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa futuro abriu em ligeira alta e opera entre perdas e ganhos nos primeiros negócios do dia. Os investidores continuam acompanhando o andamento da guerra na Ucrânia e o ciclo de aperto monetário no exterior e no Brasil. Por aqui, o destaque foi a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, e na qual o Banco Central elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 11,75% ao ano.

A ata reiterou a deterioração do cenário internacional, descrito anteriormente pelo Banco Central, e os cenários de inflação acima do teto da meta com os quais a autoridade monetária trabalha. O BC voltou a dizer que deve subir juros com a mesma magnitude, na reunião de maio, mas que pode assumir uma postura mais contracionista, se as pressões inflacionárias persistirem.

Para Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, a ata do Copom foi mais dovish do que o comunicado divulgado após a decisão de subir a Selic na semana passada.

“A ata dá mais sinais de que o Copom pretende encerrar [o ciclo de aperto monetário] com a Selic em 12,75%, mas deixa a porta aberta para ir além”, afirma. Para ele, porém, há mais chances da inflação persistir e a autoridade monetária encerrar o ciclo de aperto apenas em junho, com “uma alta bem menor”.

Às 9h09 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro operava em queda 0,14%, aos 116.980 pontos. Em Nova York, os futuros operam com ganhos moderados, após a baixa de ontem das Bolsas em Wall Street. O Dow Jones futuro sobe 0,45%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq avançam, respectivamente, 0,25% e 0,09%.

Os investidores ainda digerem as últimas falas de Jerome Powell, presidente do Banco Central dos Estados Unidos. Em um evento com empresários, Powell voltou a dizer que o Federal Reserve está aberto a fazer ajustes mais agressivos nos juros para combater a inflação. Na semana passada, o Fed aumentou a taxa em 0,25 ponto percentual – a primeira alta desde 2018.

O dólar comercial, que ontem fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em oito meses, volta a cair nos primeiros negócios do dia. A moeda americana recua 0,21%, a R$ 4,934 na compra e na venda.

Os juros futuros operam queda nas primeiras negociações desta terça-feira, após o tom mais dovish da ata do Copom: DIF23, -0,02 pp, a 12,90%; DIF25, – 0,06 pp, a 12,14%; DIF27, – 0,04 pp, a 11,94%; DIF29 – 0,04 pp, a 12,06%.

Já as Bolsas europeias operam em alta, mesmo sem avanços em negociações na Ucrânia. Os ucranianos não cedeu ao ultimato de Moscou, que exigiu que exigiu a rendição na cidade de Mariupol. Os investidores seguem acompanhando o desenrolar do conflito e os próximos passo das autoridades monetárias do continente no combate à inflação.

O índice Stoxx 600, que acompanha o desempenho de empresas de 17 países europeus, opera em alta de 0,41%.

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