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Ibovespa opera entre perdas e ganhos e dólar sobe a R$ 4,51 com G-7 sem medidas específicas

Mercado opera com movimento errático diante das medidas para conter o impacto econômico do vírus

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SÃO PAULO – O resultado da conferência por telefone do G-7 voltou a pesar no mercado brasileiro nesta terça-feira (3) e o Ibovespa volta a operar entre perdas e ganhos.

No G-7, ministros das Finanças das maiores economias do mundo disseram estar prontos e comprometidos a agirem mesmo com ferramentais fiscais onde for necessário para mitigar os impactos do coronavírus. Apesar disso, nada específico foi anunciado, e o temor é de que fique tudo só no discurso.

A teleconferência foi liderada pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

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Às 10h34 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha leve baixa de 0,05% a 106.570 pontos, enquanto o dólar futuro para abril tinha ganhos de 0,69% a R$ 4,5135. O dólar comercial sobe 0,46% a R$ 4,5055 na compra e a R$ 4,5075 na venda.

O câmbio ficou mais pressionado depois do S&P futuro virar diante da frustração do mercado com o comunicado do G-7. Enquanto isso, segue a expectativa de que o Banco Central brasileiro reduza a Selic em reação ao potencial enfraquecimento da economia por conta do surto de coronavírus.

No mercado de juros futuros o contrato DI para janeiro de 2022 caía um ponto-base a 4,43%, o DI para janeiro de 2023 tinha alta de um ponto-base a 5,05% e o DI para janeiro de 2025 ganhava dois pontos a 5,94%.

A Austrália reduziu taxa de juros para um nível recorde e Donald Trump, presidente dos EUA, instou o Federal Reserve, a seguir o exemplo. Enquanto isso, os casos de coronavírus continuam aumentando e superaram 5.000 na Coreia do Sul.

Política

O Congresso promove sessão conjunta para análise dos vetos presidenciais, entre os quais o veto à proposta que torna obrigatória a execução das emendas orçamentárias; sessão está marcada para as 14h, segundo o website da Câmara.

O governo federal conta com o Senado para manter o controle de uma fatia de R$ 30 bilhões do orçamento da União em 2020, que os líderes do Congresso querem destinar para as emendas parlamentares, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

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Segundo análise da XP Política, o Planalto segue apostando que o Senado não conseguirá reunir os 41 votos necessários para derrubar o veto presidencial.

No Senado, um risco político é a possível aprovação em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) de uma nova política de valorização do salário mínimo, que soma expectativa de inflação pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

Super Terça

O Partido Democrata dos Estados Unidos realiza hoje a chamada Super Terça, com primárias em 14 Estados americanos. O favorito é o senador Bernie Sanders, que lidera a ala mais à esquerda, mas o ex-vice-presidente Joseph “Joe” Biden, que venceu no domingo na Carolina do Sul, está na disputa e pode surpreender, principalmente nos estados do Sul e da Costa Oeste, onde os eleitorados negro e latino-americano são mais fortes dentro do Partido Democrata. A estimativa é que um terço dos 2.700 delegados do Partido seja escolhido hoje. Veja mais clicando aqui.

“Vale destacar que nos últimos dias vimos o panorama mudar bastante após vitória expressiva de Joe Biden na Carolina do Sul, que permitiu ao candidato se reposicionar como líder do centro”, dizem os analistas da XP. “Contribuirá positivamente também a desistência de três candidatos moderados, e a corrida parece caminhar para uma disputa entre Joe Biden e Bernie Sanders.”

Noticiário corporativo 

No Brasil, em dia de poucos indicadores, prossegue a safra de balanços – a BRF publicou hoje seus resultados, registrando um lucro líquido de R$ 690 milhões no quarto trimestre de 2019.

Ainda no noticiário corporativo, destaque para a aprovação, pelos acionistas da Azul (AZUL4) do subarrendamento de 29 jatos bimotores E-195 para a Breeze Aviation dos Estados Unidos, e também para os resultados publicados ontem à noite pela construtora MRV (MRVE3).

A Azul aprovou na noite de ontem o subarrendamento de 28 jatos bimotores E-195 da sua frota para a empresa americana Breeze Aviation. O objetivo da Azul é substituir sua frota inteira de E-195 por aviões E-2, uma versão mais econômica e moderna do jato bimotor da Embraer. Os E-195 restantes deverão ser arrendados para a companhia aérea LOT, da Polônia.

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