Publicidade
O Ibovespa inicia 2026 mantendo uma estrutura técnica amplamente positiva, após um ano de forte desempenho. Em 2025, o principal índice da Bolsa brasileira avançou 33,95%, movimento que consolidou a retomada do viés altista e levou o mercado a renovar máximas históricas. O índice começou o novo ano no campo positivo e acumula cinco meses consecutivos de alta, sequência que pode se transformar no sexto mês seguido caso janeiro encerre com valorização.
Do ponto de vista técnico, o cenário segue sustentado por topos e fundos ascendentes e pela negociação acima das médias móveis em diferentes horizontes de tempo. Por outro lado, o mercado já opera em um patamar mais esticado, com indicadores de momentum em zona de sobrecompra, o que aumenta a probabilidade de movimentos de acomodação ou correções técnicas ao longo do caminho. Nesse contexto, a reação do índice próximo à máxima histórica em 165.035 pontos ganha ainda mais relevância para definir os próximos passos do mercado.
Para entender até onde o preço do Ibovespa (IBOV) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Ibovespa (IBOV)
No longo prazo, sigo observando o Ibovespa dentro de uma tendência primária de alta, sustentada por uma sequência consistente de topos e fundos ascendentes. Pelo gráfico, o índice negocia acima das médias móveis, que permanecem inclinadas para cima, reforçando o viés altista estrutural.
O avanço recente, no entanto, deixou o preço mais afastado das médias, caracterizando um movimento esticado. O IFR (14) em 72,57 indica sobrecompra, o que eleva a chance de correções técnicas pontuais, ainda que, até o momento, não haja sinal gráfico claro de reversão da tendência principal.
Em termos de níveis técnicos, a região dos 165.035 pontos, correspondente à máxima histórica, segue como a principal resistência do longo prazo. A superação consistente desse patamar pode destravar uma nova perna de alta, com projeções para 170.145, 174.580, 179.000, 193.365 e, em um cenário mais otimista, 200.000 pontos.
Continua depois da publicidade
Por outro lado, uma correção mais relevante passa a ganhar força com a perda da faixa de 155.180/149.930 pontos, abrindo espaço para testes dos suportes em 141.420, 131.550, 118.222 e 111.590 pontos.

Confira nossas análises:
- CVC (CVCB3) dispara e C&A (CEAB3) cai: o que explica os movimentos
- Ibovespa próximo da máxima, dólar cede e bolsas dos EUA seguem fortes: o que esperar?
- Entre riscos e oportunidades, o que esperar da Petrobras (PETR4) em 2026
Análise de médio prazo
No médio prazo, o Ibovespa mantém uma leitura construtiva, em alinhamento com a tendência de longo prazo, e segue negociando muito próximo da máxima histórica em 165.035 pontos, região que funciona como divisor de águas para a continuidade do movimento.
Continua depois da publicidade
O índice permanece acima das médias móveis, que seguem inclinadas para cima, confirmando o domínio do fluxo comprador. Ainda assim, o gráfico evidencia um movimento mais esticado, com afastamento das médias. O IFR (14) em 71,09, também em zona de sobrecompra, indica aumento do risco de movimentos de acomodação ou correções técnicas, mesmo sem sinais claros de reversão até aqui.
Para que o Ibovespa dê sequência ao movimento de alta no médio prazo, será necessário um rompimento consistente da faixa dos 165.035 pontos, o que tende a abrir espaço para alvos em 167.450, 170.200, 173.615 e 180.000 pontos.
Em sentido oposto, um fluxo corretivo mais organizado ganha força com a perda da região de 160.210/154.150 pontos, abrindo espaço para testes dos suportes em 146.170, 140.230 e 131.550 pontos, com atenção adicional à média móvel de 200 períodos, localizada na região dos 123.750 pontos.
Continua depois da publicidade

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

