Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos; exterior tem pouco fôlego para recuperação

Apesar da sinalização positiva, o dia, até agora, não trouxe muitas notícias animadoras

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa futuro iniciou a sexta-feira (15) praticamente estável, enquanto o pré-mercado em Nova York opera entre perdas e ganhos e as Bolsas na Europa se recuperam, depois de dois dias seguidos de queda. A sessão, até agora, trouxe poucas notícias animadoras. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês foi pior que o esperado no segundo trimestre e os balanços corporativos nos Estados Unidos seguem vindo abaixo das médias projetadas pelos economistas. As vendas no varejo aqueceram em junho e avançaram 1%, acima do esperado. Seria mais um motivo para o Fed ser mais agressivo

As matérias-primas, cujos preços impactam em ações da peso da Bolsa brasileira, não tem um comportamento único agora pela manhã. O petróleo ensaia uma recuperação e o barril do Brent volta a operar acima dos US$ 101. Já o preço do minério de ferro desabou mais de 10% na Bolsa chinesa de Dalian, um indicativo ruim para os papéis da Vale (VALE3), que despencaram na sessão de ontem.

Às 9h03 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro para agosto operava em leve alta de 0,03%, aos 96.900 pontos.

O dólar comercial caía 0,37%, a R$ 5,412 na compra e R$ 5,413 na venda. O dólar futuro para agosto subia 0,11%, a R$ 5,451.

Os juros futuros operam em baixa: DIF23, – 0,02 pp, a 13,88%; DIF25, – 0,02 pp a 13,14%; DIF27, – 0,02 pp, a 12,96%; e DIF29, – 0,03 pp, a 13,07%.

Em Nova York, o Dow Jones futuro subia 0,33%, enquanto os futuros do S&P 500 avançava 0,15% e o Nasdaq futuro cedia 0,01%.

Na véspera, as Bolsas americanas reagiram a mais um dado de inflação aquecida e resultados abaixo do esperado dos bancos no segundo trimestre do ano. Hoje, os destaques da agenda americana são as vendas no varejo e a produção industrial em junho.

Na temporada de balanços corporativos dos EUA, o Wells Fargo apresentou uma queda de 48,3% no lucro do segundo trimestre, na comparação anual. O resultado ficou abaixo do esperado pelos analistas. É o terceiro banco depois de JP Morgan e Morgan Stanley a apresentar números piores que as projeções do mercado.

As Bolsas europeias ensaiam recuperação após dois dias seguidos de queda. O índice Stoxx 600 avançava 0,56%. Ações de montadoras e varejistas lideram altas nas Bolsas europeias hoje de manhã, em um movimento de recuperação após dois dias seguidos de queda. Contudo, os investidores seguem cautelosos com os próximos passos do Federal Reserve e as chances de uma alta mais agressiva dos juros nos Estados Unidos. Além disso, o risco de uma recessão continua trazendo temores ao mercado.

Na Itália, a incerteza política voltou depois que o presidente do país rejeitou o pedido do primeiro-ministro Mario Draghi de renunciar.

Draghi disse que deixará o cargo depois que um partido político de sua coalizão governista se recusou a participar de um voto de confiança. O presidente italiano, Sergio Mattarella, rejeitou a renúncia de Draghi e pediu que ele se dirigisse ao Parlamento para obter uma visão clara da situação política.

As Bolsas asiáticas fecharam mistas e o destaque no continente foi o Produto Interno Bruto (PIB) da China. A segunda maior economia do mundo registrou um crescimento do PIB de 0,4% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, abaixo do consenso Refinitiv de 1%. O número refletiu impactos de lockdowns, para conter o avanço da Covid-19 no país, cuja política é zerar os casos da doença.

No entanto, as vendas no varejo chinês subiram 3,1% em junho, superando expectativas e indicando alguma recuperação.

No setor imobiliário, o South China Morning Post informou que compradores de mais de 230 propriedades em 86 cidades chinesas não fazendo pagamentos de hipotecas.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Ontem o índice conseguiu fechar abaixo dos fundos anteriores, mostrando força na venda. Porém, a mínima de ontem foi na linha do alargamento que começou no dia 17 de junho e já esta bem próxima do suporte de 94.000 pontos. Seria ideal que desse continuidade no movimento e aí sim ficaria melhor para abrir posição na ponta vendedora.”

Dólar

“Segue na região de resistência de R$ 5,500 e de MMA 200, mostrando uma certa dificuldade em passar desse patamar. Caso hoje perca a mínima do candle de ontem, podemos considerar como lateralização e o próximo suporte esta no R$ 5,300.”

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