Bolsa

Ibovespa Futuro sobe seguindo bolsas internacionais e reflete dados econômicos; dólar cai a R$ 5,17

Pré-market indica mais um dia de ganhos no rali pela abertura das economias do mundo

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (3) seguindo o desempenho das bolsas internacionais em meio à continuidade do rali por conta das reaberturas de diversas econômicas após longos períodos de isolamento social. Diversos analistas enxergam uma recuperação em V dos mercados com a retomada dos negócios.

Por aqui, a produção industrial despencou 18,8% em abril na comparação com março, mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ser a queda mais acentuada da série histórica do indicador, iniciada em 2002, a retração foi menor que a esperada pelos economistas do mercado, que projetavam uma contração de 28,3% de acordo com o consenso Bloomberg.

Já na comparação anual, a retração de abril foi de 27,2%, menos que a mediana das projeções, que era de um recuo de 36,1%. Em março, a queda da produção industrial havia sido de 3,8% sobre o mesmo mês do ano passado.

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Às 09h12 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 0,84% a 92.185 pontos.

Já o dólar futuro para julho opera em queda de 0,49% a R$ 5,187. O dólar comercial, por sua vez, cai 0,74%, a R$ 5,1702 na compra e R$ 5,1719 na venda.

Nos EUA, seguem os protestos antirracistas por conta da morte de George Floyd, um homem negro, desarmado, pela polícia de Minneapolis. Entretanto, o impacto das manifestações no mercado é bastante limitado.

Na terça-feira, as forças de segurança intensificaram os esforços para tentar conter os protestos, incluindo a adoção de toque de recolher em diversas cidades.

Entre os indicadores americanos, o Relatório de Emprego ADP mostrou que os EUA perderam 2,76 milhões de vagas de empregos em maio, mostrou o Relatório de Empregos no Setor Privado ADP. A expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era de uma perda de 9 milhões de vagas na iniciativa privada no período.

Política

A convocação de atos pró-democracia ganha força e pode elevar a tensão política em Brasília. Novos protestos estão sendo convocados para o próximo domingo, dia 7.

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As manifestações ocorrem no momento em que a pandemia do coronavírus avança no país. O número de pessoas oficialmente contagiadas chegou a 555.383 e o de mortes, a 31.199.

Por outro lado, a Folha de S. Paulo destaca que o governo faz mudança de estratégia em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após atacar Moraes por ter impedido a posse de Alexandre Ramagem no comando da PF e por ter determinado operação policial contra seus apoiadores, Bolsonaro participou nesta terça-feira da posse do ministro do STF como membro titular do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Moraes também fez um gesto em direção ao Executivo e classificou como amigos os generais que compõem a Esplanada dos Ministérios; o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, fez uma visita à residência de Moraes em São Paulo no fim da tarde de segunda- feira.

A conversa, segundo interlocutores dos ministros não citados pela Folha, foi amistosa, e Azevedo procurou botar panos quentes na disputa entre os Poderes. Também foi interpretado como bandeira branca o fato de Bolsonaro e ao menos cinco ministros terem participado da posse de Moraes.

Panorama corporativo

A valorização do dólar contribuiu para que a Braskem registrasse um prejuízo líquido de R$ 3,649 bilhões no primeiro trimestre do ano, ante lucro de R$ 928 milhões nos primeiros três meses de 2020.

Na mesma base de comparação, a receita líquida com produtos teve um leve queda de 3%, para R$ 12,625 bilhões. O Ebitda recorrente ficou em R$ 1,313 bilhão, recuo de 22%. O resultado, segundo a companhia, foi motivada pelos menores spreads cobrados no mercado internacional.

Já a Multiplan anunciou a reabertura de mais de um de seus estabelecimentos. A partir desta quarta-feira, será retomada a operação do Jundiaí Shopping, em Jundiaí (SP).

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O estabelecimento havia sido fechado em março na esteira das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do coronavírus. Agora, irá operar em horário de funcionamento restrito, das 14h às 20h.

Na área industrial, a fabricante de máquinas Romi passou a oferecer aos clientes a opção de aluguel de equipamentos, como tornos e injetoras de plástico. Segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”, a decisão faz parte das medidas para conter os efeitos da retração da economia causada pela pandemia do coronavírus.

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(Com Bloomberg)