Pré-mercado

Ibovespa futuro sobe quase 2% em manhã de trégua nos mercados; dólar avança e retoma o patamar de R$ 5

Juros futuros recuam nos primeiros negócios do dia após IPCA-15 de abril subir menos que o esperado

Por  Mitchel Diniz

O Ibovespa futuro opera em alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (27), acompanhando o movimento de recuperação no exterior. Assim, a Bolsa brasileira pode interromper hoje uma sequência de sete sessões consecutivas em baixa, ainda que o noticiário não seja tão positivo, principalmente o externo.

Por aqui, a prévia da inflação de abril acelerou para 1,73%, maior para o mês desde 1995. Ainda assim, o IPCA-15 veio abaixo das expectativas (o consenso Refinitiv projetava uma alta mensal de 1,85% e anual de 12,16%).

As preocupações com a escalada da inflação global pairam sobre o mercado, ao mesmo tempo em que há temores de desaceleração na segunda maior economia do mundo: a China. O mercado monitora o avanço de casos de Covid-19 no país e tem o receio de novos lockdowns que pudessem prejudicar não só a demanda chinesa, mas como toda a cadeia global de suprimentos, a exemplo do que aconteceu ao longo da pandemia.

É um temor que pressiona os preços do petróleo para baixo hoje, ainda que mais cedo as cotações tenham repercutido o corte de fornecimento de gás russo para a Polônia e a Bulgária. O barril do brent, referência para formação de preços da Petrobras, cai 0,07%, a US$ 104,92. Resta saber qual vai ser o impacto disso nas petrolíferas, ações da peso da Bolsa brasileira.

O minério de ferro, por outro lado, se recupera e subia 2,61% nos últimos negócios da Bolsa de Dalian. A performance traz perspectiva positiva para ações da Vale (VALE3) – a empresa divulgará os resultados do primeiro trimestre de 2022 após o fechamento do mercado.

Às 9h21 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro para junho subia 1,89%, aos 111.350 pontos.

O dólar comercial volta ao patamar dos R$ 5 nos primeiros negócios do dia, subindo mais 0,52%, a R$ 5,015 na compra e R$ 5,015 na venda. A moeda americana também ganha força em relação a outras divisas pelo mundo, com a expectativa de alta de juros nos EUA.

Por aqui, os juros futuros recuam após a divulgação do IPCA-15 mais baixo que o esperado (apesar do nível recorde): DIF23, -0,11 pp, a 12,90%; DIF25, -0,15 pp, a 11,98%; DIF27, -0,11 pp, a 11,85%; DIF29, -0,09 pp, a 11,98%.

Em Nova York, a temporada de balanços corporativos segue a todo vapor, com os resultados das big techs como Amazon e Apple no radar. As empresas têm divulgado resultados mistos até agora. O Dow Jones futuro sobe 0,7%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq avançam, respectivamente, 0,45% e 0,32%.

A bolsas europeias sobem com ações de commodities, após a Gazprom, empresa russa de energia, suspender o fornecimento de gás para a Bulgária e Polônia por não pagarem pelo combustível em rublos, conforme o exigido. O corte é considerado a medida mais pesada adotada pelos russos, até agora, em resposta às sanções que os país tem sofrido por invadir a Ucrânia.

O euro perde força e é negociado em seu nível mais fraco desde 2017 na comparação com o dólar. A moeda americana acumula valorização de 4,3% em abril, em relação à divisa europeia – é o melhor mês para o dólar desde janeiro de 2015. O fortalecimento vem da expectativa de juros mais altos nos EUA, o que aumenta a procura pela moeda para compra de títulos do tesouro americano.

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