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Ibovespa Futuro sobe mesmo com entrada em vigor de tarifa dos EUA sobre Brasil

A medida afeta bilhões de dólares em exportações do Brasil e eleva as tensões comerciais entre os dois países

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Painel da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo - (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
Painel da B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo - (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)

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O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (22), enquanto investidores repercutem a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros.

A medida afeta bilhões de dólares em exportações do Brasil e eleva as tensões comerciais entre os dois países, aumentando as preocupações sobre os possíveis impactos para empresas exportadoras e para a atividade econômica. Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto subia 0,38%, aos 175.365 pontos.

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De acordo com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que falou após o anúncio da tarifa na semana passada, o governo brasileiro saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade e terá um programa de apoio aos setores afetados do país.

Segundo fontes, uma resposta aos EUA deve vir por meio de retaliações e a retomada de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC), e pode envolver o setor audiovisual e patentes farmacêuticas.

O mercado nacional deve reagir ainda ao anúncio na véspera da Vale (VALE3) de que elevou em 0,8% a produção de minério de ferro entre abril e junho, ante o mesmo período de 2025, e registrou o maior volume para um segundo trimestre desde 2018. A mineradora ainda promove assembleia para eleger novo chairman.

A WEG (WEGE3) lucrou R$ 1,56 bilhões no 2º trimestre, queda anual de 2,1%.

No exterior, os preços do petróleo atingiram máximas de seis semanas. Dois petroleiros transportando petróleo bruto saudita para a Ásia inverteram sua rota no Mar Vermelho na terça-feira após ameaças de ataque dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, reduzindo as expectativas de que o recente aumento das tensões possa estar próximo do fim.

O foco do mercado se voltará para os balanços corporativos após o fechamento dos mercados nesta quarta-feira, com a divulgação dos resultados da Alphabet e da Tesla.

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Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 0,24%, S&P Futuro caía 0,35% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,85%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com alta de 0,10%, aos R$ 5,093.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com o setor de inteligência artificial retomando força diante do aumento da demanda por exportações em toda a região. O movimento impulsionou as ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à cadeia de semicondutores, reforçando o otimismo dos investidores com a continuidade do ciclo de investimentos em IA.

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Os preços do petróleo operam com forte alta, após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que o Irã “não está levando a sério” as negociações de paz.

As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho pela terceira sessão consecutiva, pressionados pela produção trimestral da Vale (VALE3), acima do esperado, e pela persistente fraqueza da demanda chinesa por aço.

(Com Reuters)

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