Ibovespa Futuro sobe e segue euforia da véspera com data do julgamento de Lula

Investidores também estão na expectativa pela decisão de política monetária do Fed

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SÃO PAULO – Os contratos futuros de Ibovespa com vencimento em janeiro registravam baixa de 0,91%, aos 75.635 pontos, às 9h14 (horário de Brasília) desta quarta-feira (13), ainda repercutindo a euforia do mercado com a data do julgamento do recurso de Lula na segunda instância, o que fez o índice saltar 0,78% na véspera. Vale lembrar que hoje haverá o vencimento de opções sobre índice na B3.

Antes do esperado, o TRF-4 decidiu a data de julgamento do recurso de Lula em segunda instância para 24 de janeiro de 2018, aumentando a avaliação por diferentes lados do espectro político de que o petista deve ter a condenação confirmada. A data é “um pouco mais cedo do que imaginávamos” e reforça expectativa de que Lula não seja candidato, aponta a Eurasia Group, mas ressalta que Lula ainda pode ter vários recursos para homologar mesmo com decisão negativa nessa data. Contudo, na margem, o julgamento mais cedo reforça a probabilidade de que Lula venha a ser desclassificado da disputa.

A eventual condenação de Lula deve mexer bastante com a disputa eleitoral. Conforme destaca a LCA Consultores, o PT terá de avaliar se mantém a candidatura de Lula num eventual cenário de confirmação de sua condenação pelo TRF4, pois o desgaste será elevado. Além disso, “a demora para resolver a situação eleitoral de Lula também será um importante fator de turbulência na campanha”. Vale lembrar que o petista vinha ampliando sua vantagem na liderança nas pesquisas de intenção de voto, como apontou o último Datafolha (veja mais aqui).

Por conta deste otimismo, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 registravam baixa de 2 pontos-base, cotados a 6,94% e 9,25%, respectivamente. No mesmo momento, o dólar futuro com vencimento em janeiro registrava desvalorização de 0,12%, aos 3.308 pontos.

Às 9h14, este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,06%

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*S&P 500 Futuro (EUA) +0,02%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,08%

*CAC-40 (França) -0,14%

*FTSE (Reino Unido) -0,02%

*DAX (Alemanha) -0,18% 

*Hang Seng (Hong Kong) +1,49% (fechado)

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*Xangai (China) +0,70% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,57% (fechado)

*Petróleo WTI +0,75%, a US$ 57,57 o barril

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*Petróleo brent +1,00%, a US$ 63,97 o barril

*Bitcoin +0,90%, a R$ 56.400 (confira a cotação da moeda em tempo real)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,70%, a 506 iuanes (nas últimas 24 horas)

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Reforma da Previdência

O noticiário da reforma da previdência foi um pouco ofuscado no final da tarde de ontem pela data de julgamento do recurso de Lula – contudo, segue sendo monitorado de perto pelo noticiário. Aliados de Michel Temer já admitem que a votação da reforma da Previdência deve ficar para o ano que vem, apesar do esforço do governo de colocar a proposta em votação na próxima terça-feira, antes do recesso parlamentar. Segundo o Estadão, durante jantar promovido pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), na noite desta terça-feira em Brasília, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que a aprovação da proposta está crescendo, mas talvez não seja suficiente para realizar a deliberação até o final deste ano.

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), declarou que o clima está melhorando, principalmente por causa da economia, e que alguns parlamentes consideram que em 2018 pode estar “ainda melhor”. “Nós vamos analisar”, comentou. Alguns deputados e senadores defendem que o PIB pode superar as expectativas no próximo ano, o que facilitaria o discurso do governo pela aprovação. Contudo, há dúvidas sobre a viabilidade de aprovação no ano eleitoral. 

Por fim, vale destacar que a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (13), na Câmara, operação que tem como alvo os deputados Carlos Henrique Gaguim (PODE-TO) e Dulce Miranda (PMDB-TO), vice-líder da sigla no plenário. A PF investiga um esquema de corrupção que teria desviado recursos públicos direcionados a obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins. 

Agenda de indicadores

O destaque da agenda de indicadores fica para a decisão de política monetária do Fed às 17h (horário de Brasília). Há ampla expectativa de que o BC dos EUA elevará juros pela terceira vez este ano ao fim de sua reunião de dois dias. Investidores ficarão atentos também à indicação de quantas vezes o Fed poderá aumentar juros em 2018 e a projeções de inflação para o curto prazo. A presidente do Fed, Janet Yellen, falará às 17h30 e deve dar mais sinalizações sobre os próximos passos a seguir em 2018. 

Antes disso, às 11h30, será divulgado nos EUA os dados de preços ao consumidor de novembro e, ás 13h30, os números de estoque de petróleo bruto. Já no Brasil, atenção para os dados de vendas no varejo de outubro, às 9h.

Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, a Oi apresentou um plano revisado que daria aos credores até 75% da empresa. A CSN teve ratings colocados em watch negativo por Fitch enquanto que, na Gafisa, o acionista GWI quer mudar regra em possíveis OPAs. A IRB exerceu opção de venda de ações da Africa RE por cerca de US$ 62 milhões. Além disso, a oferta secundária de units da Sanepar movimentou R$ 1,04 bilhão. 

Já o Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que administra R$ 171 bilhões avalia participar do IPO da BR Distribuidora como forma de diversificar portfólio. A Petrobras divulga nesta sessão o preço fixado por ação da BR Distribuidora. Por fim, uma notícia que pode mexer com a RD: farmácias e drogarias de todo o país vão poder oferecer o serviço de vacinação a clientes. A possibilidade foi garantida em resolução aprovada ontem (12) pela diretoria colegiada da Anvisa.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.