Pré-mercado

Ibovespa futuro recua pelo 7º dia consecutivo; dólar sobe e se reaproxima do patamar de R$ 5

Riscos de novos “lockdowns” na China, guerra na Ucrânia e temor de inflação pautam o mercado

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa futuro começou esta terça-feira (26) com mais uma queda, acompanhando os índices do pré-mercado nos Estados Unidos. A diferença é que Wall Street vem de uma sessão de alta, depois de uma virada nos negócios de ontem, após a confirmação da compra do Twitter pelo multibilionário Elon Musk. Aqui no Brasil, a Bolsa ganhou algum fôlego, mas não foi capaz de acompanhar a virada e fechou em baixa pelo sexto dia consecutivo.

A situação na China segue inspirando cautela, com o número crescente de casos de Covid-19 no país trazendo a ameaça de novos lockdowns. Testes estão sendo realizados em massa na capital chinesa, Pequim, enquanto as autoridades lançam novas medidas de estímulo para compensar as restrições. As commodities recuperam fôlego, mas nem todas: enquanto o barril do petróleo brent volta aos US$ 103, em alta de mais de 1%, o preço do minério de ferro volta a cair, recuando 2,53% na Bolsa de Dalian.

Aqui no Brasil, atenção para a inflação. O Banco Central voltou a divulgar hoje o Relatório Focus com as previsões dos economistas. Há um mês o mercado operava sem essa referência, por conta da greve de servidores do BC. Hoje foram publicados quatro boletins e, no mais recente, a perspectiva dos economistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2022 é de 7,65%, com Selic em 13,25%.

Às 9h20 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro para junho operava em baixa de 0,5%, aos 111.720 pontos.

O dólar engata alta pelo terceiro dia consecutivo e se reaproxima do patamar de R$ 5. No mesmo horário, o dólar comercial era negociado a R$ 4,918 na compra e na venda, com alta de 0,88%.

Leia mais: Dólar dos R$ 4,60 para R$ 4,90: o que explica a forte alta da divisa americana nas últimas sessões

Os juros futuros voltam a apontar para tendência de baixa, sobretudo nos vencimentos mais longos: DIF23, +0,01 pp, a 12,96%; DIF25, -0,03 pp, a 11,96%; DIF27, -0,03 pp, a 11,79%; DIF29, -0,06 pp, a 11,91%; e DIF31, -0,05 pp, a 12,03%.

Os índices futuros em Nova York devolvem parte dos ganhos da véspera: o Dow Jones futuro recua 0,39%, enquanto os futuros de S&P 500 e Nasdaq operam em baixa de 0,34% e 0,36%, respectivamente.

As Bolsas europeias ensaiam recuperação, ainda que a guerra na Ucrânia siga sem sinais de trégua. A ofensiva de Vladimir Putin contra o país vizinho continua. Segundo a agência France Press, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, afirmou que o perigo de uma guerra mundial é grave e não pode ser subestimado.

As ações europeias fecharam em forte queda ontem, com as preocupações com o ressurgimento de casos de Covid na China, ofuscando a reeleição de Emmanuel Macron na França.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Chegou na região de suporte ontem e deixou um padrão de candle conhecido como ‘martelo’. Esse padrão quando acionado sugere movimentação de alta e, considerando que o movimento de queda já esta esticado e esta em um suporte, seria interessante uns dias de alta. Mas a tendência de curto prazo ainda é de indefinição, até que mostre topos e fundos ascendente ou descentes.”

Dólar

“Segue no movimento de repique da queda, por enquanto, sem mostrar muito deslocamento nos candles compradores. Próxima resistência se encontra em R$ 5,060.”

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