Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos, levemente descolado de Wall Street; dólar cai

Índice abriu com ganhos moderados enquanto futuros em Nova York permanecem no negativo após tombo da véspera

Por  Mitchel Diniz -

O Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos nos primeiros negócios desta quinta-feira (19), com uma ligeira vantagem sobre o pré-mercado em Nova York. Wall Street não encontra fôlego para se recuperar do tombo de ontem, depois que investidores repercutiram impactos da inflação nos resultados mais fracos que o esperado nas varejistas. A reação aos números vem logo após um discurso mais duro do presidente do BC americano, Jerome Powell, que voltou a dizer que o Federal Reserve não deve medir esforços para conter a escalada de preços. Semanas atrás, o chairman chegou a dizer que os juros poderiam subir a níveis contracionistas.

Bancos e agências de classificação de risco já estão revisando para baixo suas previsões de crescimento da economia dos Estados Unidos, China e outros países, projetando uma postura mais pesada dos BCs.

De acordo com a ata do último encontro do Banco Central Europeu, divulgada hoje de manhã, os membros expressaram uma grave preocupação sobre os números altos da inflação. Alguns acreditam ser importante agir sem atrasos para demonstrar a determinação do conselho em alcançar a estabilidade de preços. Muitos dos riscos que vinham sendo discutidos nas reuniões do BCE se materializaram e alguns fatores devem deixar a inflação mais persistente do que o previsto anteriormente.

A proposta de encerrar o programa de compra de ativos no segundo trimestre ou início do terceiro foi vista como consistente. No entanto, o BCE concluiu que até pequenos passos podem transformar o atual nível acomodativo da política monetária em uma instância restritiva. Assim sendo, a autoridade monetária europeia ainda não se comprometeu em elevar juros.

A inflação na Zona do Euro chegou a 7,4% em abril, bem distante da meta do BCE, de 2%. A percepção é de que a inflação não só está alta como também mais disseminada. O próximo encontro de política monetária do BCE está previsto para 9 de junho.

Às 9h13 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro operava em alta de 0,28%, aos 107.250 pontos.

O dólar comercial volta a cair na manhã de hoje, recuando 0,66%, a R$ 4,949 na compra e R$ 4,950 na venda.

Os juros futuros recuam: DIF23, -0,01 pp, a 13,32%; DIF25, -0,02 pp, a 12,35 %; DIF27, -0,02 pp, a 12,14%; e DIF29, -0,01 pp, a 12,21%.

Em Nova York, os índices futuros reduziram perdas em relação a mais cedo, mas seguem em terreno negativo. O Dow Jones futuro cai 0,83%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,85% e 0,90%.

Investidores seguem atentos ao panorama da Covid-19 na China – apesar das flexibilizações recentes em Xangai, com uma queda no número de casos, outras cidades chinesas estão sendo colocadas em lockdown. A guerra na Ucrânia, com impacto sobretudo em preços de commodities, também continua sendo monitorada.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“O dia de ontem foi bem vendedor, depois de testar a resistência dos 109.000, parou no suporte intermediário de 105.800. A confirmação de uma tendência de baixa acontece se romper o suporte de 100.000, e acredito em uma lateralizarão nessa região, antes da definição do próximo movimento.”

Dólar

“Dia mais calmo ontem, não conseguiu mostrar força na compra e nem continuidade nas vendas. Segue no suporte de R$ 4,930 e com sinais de lateralização enquanto não romper o topo anterior, de R$ 5,300, e não perder o fundo anterior, em R$ 4,650.”

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