Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos; investidor segue monitorando inflação global e políticas de aperto monetário

Dólar e juros apontam para uma nova sessão de alta, o que pode pressionar a Bolsa negativamente

Por  Mitchel Diniz

O Ibovespa futuro abre os negócios desta segunda-feira (18) entre perdas e ganhos, acompanhando os demais mercados, que operam de lado na sua maioria. Em outra semana mais curta aqui no Brasil, por conta do feriado de Tiradentes na quinta-feira, os investidores seguem monitorando o avanço da inflação global, os movimentos do Banco Central dos Estados Unidos em relação a novas altas de juros, e a guerra na Ucrânia, prestes a completar dois meses.

De acordo com a Reuters, a Rússia atingiu diversos alvos na Ucrânia, nas últimas horas, deixando ao menos seis mortos. As más notícias também trazem chances de novas sanções ao governo de Vladimir Putin, o que mais uma vez influencia os preços do petróleo. O barril do Brent chegou a ser negociado a US$ 116 nesta madrugada, mas reduziu os ganhos e agora sobe 0,31%, a US$ 112,04 no vencimento junho, da Bolsa de Londres.

Já os preços do minério de ferro avançaram 0,88% na última sessão de negócios da Bolsa chinesa de Dalian, com a expectativa de que a China adote medidas de estímulo frente ao avanço da Covid-19. A perspectiva, portanto, é positiva para ações de commodities negociadas na Bolsa brasileira hoje e que têm o maior peso do Ibovespa.

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês superou as expectativas no primeiro trimestre, avançando 1,3% em relação ao quarto trimestre e 4,8%na comparação anual (o mercado projetava crescimento de 4,6%). O dado saiu junto com outros indicadores da economia da China: a produção industrial, com crescimento anual de 5% em março, de acordo com o esperado; e as vendas no varejo, que recuaram 3,5% em março, na comparação com o mesmo período do ano passado. O mercado apostava em uma queda de 2%.

Às 9h05 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro operava com ligeira alta de 0,01%, aos 117.820 pontos.

O dólar comercial também operava próximo da estabilidade, com ganhos moderados de 0,02%, a R$ 4,696 na compra e R$ 4,697 na venda.

Os juros futuros ainda buscam tendência nos primeiros negócios do dia: DIF23, +0,02 pp, a 13,12%; DIF25, +0,01 pp, a 12,21%; DIF27, +0,01pp, a 11,92%; e DIF29, -0,01 pp, a 11,99%.

Em Nova York, os índices futuros também operam em baixa, dando sequência às perdas da semana passada em Wall Street. O Dow Jones futuro recua 0,17%, enquanto os futuros do S&P 500 e da Nasdaq caem, respectivamente, 0,3% e 0,41%.

Os investidores avaliam o impacto da inflação nos resultados das empresas americanas do primeiro trimestre deste ano. A temporada de balanços segue na primeira etapa, com os números trimestrais do banco. Hoje pela manhã, o Bank of America reportou resultados melhores que o esperado.

As Bolsas na Europa estão fechadas hoje por conta do feriado modular: como a Páscoa cai no domingo, o feriado passa para o próximo dia útil, no caso hoje.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Segue testando região de suporte em 115.000, no que ainda considero um movimento de correção da alta. Para retomada, precisamos de um dia de força na alta nesse ponto em que está, e a confirmação de um novo movimento de ganhos se da pelo rompimento do topo anterior, em 121.500.”

Dólar

“Ainda não conseguiu mostrar força para retomada de tendência de baixa e também não passou da resistência de 4.800 para acreditarmos em um repique mais forte no gráfico semanal. Segue em tendência de baixa e em uma possível consolidação entre 4.620 e 4.800.”

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