Abertura do mercado

Ibovespa futuro opera em leve queda antes do Copom; dólar recua

Investidores acompanham ainda fala de Paulo Guedes, ministro da Economia, na Expert XP; tensão geopolítica entre EUA-China segue no radar

Por  Felipe Moreira -

O Ibovespa futuro opera em baixa nesta quarta-feira (3), sentido oposto ao pré-mercado dos EUA e bolsas da Europa, antes da decisão de política do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC do Brasil.

Ainda no radar, estão as tensões geopolíticas entre os EUA e a China, que se intensificaram devido à visita da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan. O governo chinês condenou duramente a iniciativa, ao mesmo tempo em que alerta para sérias “consequências”. Pelosi deixou Taiwan nesta quarta-feira depois de ter prometido solidariedade e saudado a democracia da ilha.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) zem decisão a ser divulgada após as 18h30. No entanto, a grande questão é se o Banco Central encerrará ou não o ciclo de aperto monetário.

Pouco antes, a partir das 17h, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é esperado no evento Expert XP, na sessão Reformas Estruturais e o Caminho para o Crescimento.

Às 9h22 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em agosto operava em baixa de 0,26%, aos 103.965 pontos.

O dólar comercial opera com baixa de 0,39%, a R$ 5,258 na compra e R$ 5,259 na venda. Por outro lado, o dólar futuro para agosto tinha baixa de 0,36%, a R$ 5,304.

Juros futuros operam sem direção definida: DIF23 (janeiro para 2023), -0,01 ponto percentual (pp), a 13,77%; DIF25, +0,01 pp a 12,66%; DIF27, +0,01 pp, a 12,63%; e DIF29, -0,01 pp, a 12,76%.

Em Wall Street, o Dow Jones futuro sobe 0,44%, enquanto o futuro do S&P 500 avançava 0,46% e o Nasdaq futuro operava com alta de 0,46%.

A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta, mas os índices da China continental saíram do campo positivo e fecharam no negativo nesta quarta-feira, à medida que as tensões geopolíticas entre os EUA e a China se intensificaram devido à visita da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, tuitou que a visita de Pelosi foi uma “grande provocação política”, enquanto um porta-voz do Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular disse que conduziria “uma série de operações militares conjuntas ao redor da ilha de Taiwan a partir da noite de 2 de agosto.”

As bolsas da Europa operam sem direção definida no pregão, seguindo a tendência de cautela desta semana.

Os dados da economia europeia não animaram. O volume de vendas no varejo da zona do euro, já ajustado pela inflação, caiu 1,2% em junho em relação ao mês anterior, com queda de 3,7% em relação ao ano anterior. E o Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto final da Zona do Euro, visto como um bom indicador da saúde econômica, caiu para uma baixa de 17 meses de 49,9 em julho, ante 52,0 em junho, embora à frente de uma estimativa preliminar de 49,4.

Análise de Pamela Semezzato, analista de investimentos da Clear Corretora

Ibovespa

“Segue com força na compra, sem conseguir corrigir o último movimento de alta. Ainda sem formar um pivô de alta para ter uma tendência de alta, mas segue acima da região de suporte de 100 mil a 102 mil pontos e sem sinais de força vendedora.”

Dólar

“Dia bem comprador ontem, mas que ainda não indica retomada na tendência de alta, sendo necessário acompanhar os próximos pregões para uma definição melhor, se esse movimento é retomada de tendência de alta ou apenas correção do último de queda”.

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