Pré-mercado

Ibovespa futuro opera em alta, em mais um dia de avanço das commodities

Preço do minério avança com sinalizações de estímulos na China e petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa futuro abriu em alta no pregão desta quarta-feira (19), avançando 0,56%, aos 108.090 pontos, por volta das 9h20 (horário de Brasília). O índice brasileiro continua a ser impulsionado pelas commodities, após ter fechado em alta nesta terça-feira, enquanto as bolsas americanas e europeias registraram quedas consideráveis.

O preço da tonelada do minério de ferro negociada no porto de Dalian, na China, avançou mais de 4%, indo a US$ 115,80. No porto de Qingdao, no mesmo país, o avanço foi de 2,80%, a US$ 131,23.

Além do minério, o preço do barril de petróleo também avança, com investidores de olho no aumento de tensões no Oriente Médio, após rebeldes do Iêmen assumirem o ataque a drone em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

Além disso, há notícias também de que um importante oleoduto entre a Turquia e o Iraque apresentou problemas na madrugada de hoje. O barril WTI avança 1,43%, a US$ 86.65. O Brent, 1,09%, a US$ 88,46.

O futuro do Ibovespa avança também impulsionado por um alívio da curva de juros, que após forte alta de ontem, hoje opera majoritariamente em queda. O rendimento do contrato DI para janeiro de 2023 recua quatro pontos-base, para 12,05%. O do DI para janeiro de 2025 cai também quatro pontos, a 11,45%. O para janeiro de 2027 tem baixa de quatro pontos, para 11,41%, e o para o mesmo mês de 2029 de três pontos, a 11,52%,

“Além da pressão externa, o ainda elevado risco fiscal local foi somado à pressão dos servidores públicos por reajustes salariais”, comenta a XP Investimentos, em seu morning call.

O dólar comercial recua 0,44%, a R$ 5,535 na compra e a R$ 5,536 na venda.

Alta das commodities também pressiona juros no exterior

No exterior, os rendimentos dos tesouros continuam a avançar. Na Alemanha, os bunds, títulos do Estado, negociariam nesta quarta-feira acima de zero pela primeira vez desde 2019, após o país divulgar que sua inflação em dezembro teve alta de 0,5% – a taxa para dez anos subia 0,018% pelo início da manhã.  Nos Estados Unidos, no mercado futuro, o rendimento dos treasuries de dez anos sobem 1,6 ponto-base, indo a 1,884%.

Apesar disso, hoje os principais índices do exterior respiram, se recuperando parcialmente das quedas da véspera. Nos EUA, os futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq sobem, respectivamente, 0,20%, 0,25% e 0,39%. Na Europa, o DAX, da Alemanha, avança 0,41%. O FTSE, do Reino Unido, sobe 0,35%. O STOXX 600, de toda a Zona do Euro, opera com alta de 0,41%.

“Os juros mais altos vêm acelerando a rotação do growth, das mega techs de tecnologia, para o velho. Isso vem fazendo os mercados emergentes mais tradicionais, como o Brasil, o México, o Chile, performarem melhor do que as bolsas americanas”, comenta Roberto Attuch, CEO da OHM Research.

Ainda lá fora, hoje o Banco Popular da China define a taxa preferencial de empréstimo, às 22h30. “Seguindo uma rota oposta dos bancos centrais dos países desenvolvidos, o Banco Popular da China está sinalizando que usará mais ferramentas de política monetária para estimular a economia e impulsionar a expansão do crédito”, comenta a XP Investimentos.

As bolsas asiáticas fecharam em queda, repercutindo a performance mundial da véspera. O índice Nikkei, do Japão, recuou 2,80% – com destaque para a performance negativa da Sony, após a Microsoft anunciar a compra da Blizzard. O Shangai, da China, caiu 0,33%. O Kospi, da Coréia do Sul, 0,77%.

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